O auditório Antonieta de Barros, na Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc), recebeu autoridades e representantes da sociedade civil durante o seminário “Vivas e Decididas contra o Feminicídio”, realizado em Florianópolis. O encontro discutiu estratégias para enfrentar a violência contra a mulher no estado.
A abertura contou com um ato simbólico. Enquanto nomes de vítimas apareciam no telão, 52 homens entraram carregando sapatos vermelhos, símbolo das mulheres assassinadas. O número representa os 52 casos de feminicídio registrados em Santa Catarina em 2025.
Compromisso entre os poderes
Durante o evento, representantes do Executivo, Judiciário, Ministério Público, Defensoria Pública, Legislativo e Governo do Estado participaram de uma mesa institucional e assinaram uma carta pública de compromisso.
A deputada estadual e procuradora da mulher da Assembleia Legislativa, Luciane Carminatti, explicou o objetivo da iniciativa: “Assinatura de uma carta de compromissos dos poderes, representando aqui todos os espaços e forças que têm tomada de decisão”, afirmou.
Papel da comunicação e das instituições
O presidente executivo da NSC e da ACAERT, Mário Neves, destacou a importância da comunicação na conscientização da sociedade: “Não podemos deixar normalizar algo como isso. Então as emissoras de rádio e televisão estarão sempre condenando isso, alertando a população”, disse.
Já o subprocurador de Justiça do Ministério Público de Santa Catarina, Andrei Cunha Amorim, chamou atenção para os números da violência doméstica: “Hoje, um terço dos crimes que são praticados no estado são decorrentes da violência doméstica. É preciso que a sociedade se dê as mãos”, afirmou.
Centro de pesquisa sobre feminicídio
No encerramento do seminário, foi anunciada a criação de um centro de pesquisa e formação para enfrentamento ao feminicídio em Santa Catarina, que será financiado por emenda parlamentar.
Ouça a reportagem de Carol Denardi, da Rede de Notícias Acaert:
Seminário na Alesc. Foto: Reprodução / RNA