A tarifa de energia elétrica da Celesc terá reajuste médio de 10,82% a partir de 22 de agosto em Santa Catarina. Para 99,5% dos consumidores, grupo formado principalmente por residências e pequenos negócios, o aumento será de 9,26%.
Já para os consumidores industriais, que representam cerca de 0,5% do total atendido, o reajuste será de 14%. Com a ponderação entre as diferentes categorias, a revisão tarifária média ficou em 10,82%.
Segundo o diretor-presidente da Celesc, Edson Moritz, o processo faz parte da revisão tarifária periódica realizada pela Agência Nacional de Energia Elétrica, a ANEEL. O cálculo considera, entre outros fatores, os investimentos realizados pela distribuidora nos últimos cinco anos. “De cinco em cinco anos, a ANEEL verifica quanto a gente investiu nesse período e depois verifica, consequentemente, se a tarifa está correspondente ao investimento”, explicou Moritz.
Reajuste da Celesc será de 9,26% para residências
Embora o índice médio anunciado seja de 10,82%, o percentual não será aplicado de forma igual a todos os consumidores catarinenses.
De acordo com o diretor-presidente da Celesc, Edson Moritz, a maior parte das unidades consumidoras terá reajuste inferior à média. “Para 99,5%, para as residências, não será de 10,82%. Será menor, será na ordem de 9,26%”, afirmou.
Por outro lado, o aumento para consumidores industriais será de 14%. Conforme Moritz, a diferença entre as categorias resulta no percentual médio aprovado para a distribuidora.
Além disso, o diretor-presidente explicou que o processo atual não corresponde apenas à atualização dos valores pela inflação. “É uma revisão tarifária, não diz respeito a uma correção monetária da moeda, da inflação”, disse.
Revisão tarifária considera investimentos da Celesc
A revisão periódica também leva em conta os investimentos realizados pela Celesc na rede elétrica de Santa Catarina.
Segundo Moritz, nos últimos quatro anos os investimentos da companhia somam mais de R$ 5 bilhões. Os recursos foram destinados à implantação e modernização de equipamentos, redes e estruturas utilizadas na distribuição de energia. “Esses R$ 5 bilhões estão sendo agora retornados com essa tarifa, para poder cobrir esse investimento antecipado que é feito no modelo de energia de Santa Catarina”, explicou.
De acordo com o diretor-presidente, a Celesc precisa manter investimentos na infraestrutura para ampliar e sustentar a prestação do serviço. A revisão tarifária, portanto, considera os valores aplicados pela empresa durante o período analisado.
Celesc afirma que fica com 16% do valor da conta de energia
Outro ponto apresentado pela companhia é a composição da tarifa paga pelos consumidores. Segundo a Celesc, apenas 16% do valor arrecadado com as contas de energia permanece com a distribuidora.
O restante é destinado a custos relacionados à geração e transmissão de energia, além de tributos e encargos previstos na legislação federal. “Dessa tarifa que a gente cobra do consumidor, só fica com a distribuidora, que somos nós, Celesc, 16%. O resto é rateado em outros encargos”, afirmou Moritz.
O diretor-presidente explicou que a Celesc arrecada o valor integral da conta, mas posteriormente repassa parte dos recursos aos demais setores envolvidos no sistema elétrico. Entre os destinos estão a geração da energia, a transmissão até as subestações, os tributos e outros encargos federais.
Nova tarifa de energia entra em vigor em 22 de agosto
Os novos valores começam a valer a partir de 22 de agosto para os consumidores atendidos pela Celesc em Santa Catarina. Assim, residências e pequenos negócios, que representam 99,5% dos consumidores, terão reajuste de 9,26%.
Para as indústrias, o percentual será de 14%. Considerando todas as categorias atendidas pela distribuidora, a revisão tarifária média será de 10,82%.
Confira os detalhes na reportagem de Vanessa Karine, da Rede de Notícias ACAERT:
ANEEL anuncia aumento de quase 11% na conta de energia em SC. Foto: Reprodução / Site RNA