Saúde

SC registra mais de 2200 cirurgias bariátricas na rede pública em 2025

Desde 2023, mais de 3.800 procedimentos foram realizados pelo SUS em todas as regiões do estado.

SC registra mais de 2200 cirurgias bariátricas na rede pública em 2025 Foto: Jonatã Rocha/SecomGOVSC

A Secretaria de Estado da Saúde de Santa Catarina registrou aumento de 550% no número de cirurgias bariátricas em 2025 na comparação com 2022. Desde 2023, já foram realizadas 3.815 cirurgias na rede pública estadual em pacientes com indicação médica.

Somente em 2025, a rede hospitalar estadual contabilizou 2.228 procedimentos, seis vezes mais do que em 2022. No mesmo período, o número de hospitais habilitados para realizar a cirurgia passou de seis para nove unidades.

Programas ampliaram acesso

O secretário de Estado da Saúde, Diogo Demarchi, atribui o avanço à implantação de programas voltados à redução das filas de cirurgias, como a tabela catarinense de procedimentos e o programa de valorização dos hospitais.

Também houve ampliação da rede com a inclusão de unidades que antes atuavam exclusivamente no setor privado.

Benefícios vão além da perda de peso

A cirurgia bariátrica é indicada para pacientes com obesidade que não obtiveram sucesso após pelo menos dois anos de tratamento clínico convencional. A avaliação leva em conta índice de massa corporal (IMC), presença de comorbidades e acompanhamento multiprofissional.

O cirurgião do aparelho digestivo Rui Vieira, do Hospital Hans Dieter Schmidt, destaca que o procedimento tem impacto direto na melhora de doenças associadas.

Segundo ele, além da perda de peso, a cirurgia reduz ou elimina a necessidade de medicações para diabetes e hipertensão, além de diminuir problemas articulares e outras complicações.

Relato de paciente

Uma das pacientes atendidas pelo sistema público foi Naline Pires, que realizou o procedimento no hospital de Joinville. Ela foi diagnosticada com diabetes e hipertensão quando pesava 122 kg.

Três meses após a cirurgia, já perdeu 17 kg e relata melhora significativa na saúde. Segundo ela, houve suspensão das medicações para hipertensão e diabetes.

Naline também destacou o acompanhamento multiprofissional oferecido pelo SUS, com suporte de nutricionista, cirurgião, enfermagem e psicologia.

Linha de cuidado estruturada

O sistema público catarinense mantém uma linha de cuidado voltada às pessoas com sobrepeso e obesidade, desde a atenção primária até a especializada.

O primeiro passo para quem busca avaliação é procurar a unidade básica de saúde do município. A partir daí, o paciente passa por triagem e, se atender aos critérios, pode ser encaminhado para acompanhamento especializado.

A obesidade é considerada doença crônica não transmissível e pode afetar pessoas de todas as idades, exigindo acompanhamento contínuo e tratamento adequado.

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