Segurança

SC entra em período crítico da dengue com 187 cidades infestadas

Estado tem queda de 60% nos casos, mas circulação de três sorotipos mantém alerta alto neste período

SC entra em período crítico da dengue com 187 cidades infestadas SC entra em período crítico da dengue com 187 cidades infestadas. Foto: Reprodução / Site Hilab

Santa Catarina entra no período mais crítico para a transmissão da dengue, entre abril e maio, com 187 municípios considerados infestados pelo mosquito Aedes aegypti. Ao mesmo tempo, o estado registra queda de 60% nos casos prováveis em relação ao mesmo período do ano passado.

Mesmo com a redução, o cenário exige atenção. Isso porque há circulação simultânea de três sorotipos da doença, o que aumenta o risco de transmissão.

Dengue em SC: focos, casos e municípios infestados

Entre janeiro e abril de 2026, Santa Catarina identificou mais de 25.800 focos do mosquito em 249 municípios. Desses, 187 já apresentam infestação, com alta presença do vetor.

Além disso, o estado soma mais de 18.000 notificações de dengue neste ano. Desse total, 2.518 foram considerados casos prováveis.

De acordo com a bióloga da Diretoria de Vigilância Epidemiológica (DIV)Tharine Aparecida Dal Cim, a infestação amplia o risco: “Desses municípios, 187 são infestados pelo mosquito, ou seja, possuem uma grande densidade do vetor em seu território, o que pode favorecer a transmissão”, explica.

Circulação de três sorotipos aumenta risco

Outro fator que chama atenção é a presença dos sorotipos DENV-1, DENV-2 e DENV-3 em circulação no estado.

Segundo a bióloga da DIV, Tharine Aparecida Dal Cim, essa condição muda o cenário epidemiológico: “Este ano, o estado se encontra em uma situação diferente, com a circulação de três sorotipos da dengue”, afirma.

Além disso, a circulação simultânea pode favorecer novos casos e ampliar a complexidade da doença.

Chikungunya também preocupa no Oeste

Além da dengue, Santa Catarina acompanha o avanço da chikungunya. Até o momento, são 405 notificações da doença, com 93 casos prováveis.

A maior concentração está na região de Xanxerê, no Oeste do estado. Por isso, o monitoramento segue ampliado.

Prevenção: combate ao mosquito e vacinação

Diante do cenário, a orientação é manter ações contínuas de prevenção, principalmente dentro de casa.

A bióloga da DIV, Tharine Aparecida Dal Cim, orienta a eliminação de possíveis criadouros: “Desde um lixo mal condicionado em casa, uma caixa d’água destampada, uma calha obstruída, materiais de construção. É sempre verificar esses locais que possam acumular água”, destaca.

Além disso, a vacinação contra a dengue segue como estratégia para os públicos definidos. A medida contribui para reduzir a transmissão.

As autoridades reforçam que a eliminação de água parada segue como a principal forma de conter o avanço das arboviroses no estado.

Confira os detalhes na reportagem de Carol Denardi, da Rede de Notícias ACAERT: 

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