Agro

Produtor do RS avalia como positiva a compra de tabaco direto na propriedade

Modelo já é lei no Rio Grande do Sul e, segundo agricultor, traz mais comodidade e agilidade na negociação.

Produtor do RS avalia como positiva a compra de tabaco direto na propriedade Foto: Guga de Andrade/Afubra

O debate sobre a compra de tabaco diretamente no galpão do produtor segue em discussão em Santa Catarina. No Rio Grande do Sul, porém, o modelo já está em vigor e tem apresentado resultados considerados positivos por agricultores que vivenciam a experiência na prática.

De acordo com produtor e influenciador Geovane Weber, a implementação da lei no estado gaúcho levou cerca de sete anos até ser aprovada. A primeira safra com a comercialização no paiol já foi concluída e a segunda está em andamento.

Mais comodidade para quem mora distante

A principal vantagem apontada é a redução de custos e transtornos para quem vive longe das indústrias. Para produtores que enfrentavam longos deslocamentos até os centros de compra, a venda na própria propriedade representa economia de tempo e de transporte.

Além disso, elimina a necessidade de retornar com fardos que eventualmente não fossem negociados.

Organização é essencial no novo modelo

Apesar dos benefícios, o produtor destaca que o agricultor precisa se adequar à nova dinâmica. A organização prévia dos fardos por classificação facilita a avaliação da indústria e torna o processo mais rápido.

Na safra anterior, ele relatou ter separado previamente folha fina, meio-pé, ponteira e tabaco escuro. Com isso, a negociação ocorreu em poucos minutos, com definição imediata do preço.

Segundo ele, quando o produto é apresentado de forma transparente e sem irregularidades, o valor acordado no paiol é confirmado posteriormente pela empresa.

Tendência de avanço em outros estados

Na avaliação do agricultor, estados como Santa Catarina e Paraná também devem caminhar para regulamentar a compra direta na propriedade. Ele acredita que o modelo é positivo, desde que haja comprometimento tanto da indústria quanto do produtor.

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