Uma obra muito aguardada pelos moradores da comunidade do Figueiredo será concretizada nesta quinta-feira (11) com a instalação da estrutura da "Ponte do Fabinho". A nova ponte possui 15 metros de comprimento e a operação de montagem exige cuidados rigorosos com a segurança. Por esse motivo, haverá uma interrupção temporária no fornecimento de energia elétrica nas proximidades durante os trabalhos.
O prefeito Eugenio Roling ressaltou a importância da cautela durante o serviço: “É uma ponte de 15 metros de comprimento e a equipe de montagem pediu para desligar a energia para a segurança”, explicou o gestor.
Dificuldades técnicas e logística de cascalhamento
Apesar do cronograma de recuperação das estradas no interior, a administração tem enfrentado contratempos que atrasam a finalização dos serviços em comunidades como Rio Lageado e Figueiredo. O município aguarda a entrega de 50 cargas de pedra compradas para reforçar o cascalhamento, porém, apenas uma carga foi entregue até o momento. Além disso, duas carregadeiras apresentaram defeitos mecânicos nesta semana; uma delas precisou retornar para a fábrica em Curitiba para reparos.
Eugenio Roling detalhou o esforço da equipe para manter os trabalhos com recursos próprios: “A gente precisou de usar o nosso cascalho, que é muito longe, o britador nosso é lá na serra e precisou ser transportado até o Rio Lageado, isso é que demorou bastante. Para agravar mais ainda, nós tínhamos a carregadeira nova, já desde o começo ela deu problema e agora ela voltou lá para a fábrica em Curitiba”, pontuou o prefeito.
Apelo aos proprietários de terras
Para otimizar o trabalho das patrolas e garantir que o cascalhamento dure mais tempo, a gestão municipal faz uma convocação aos proprietários de terrenos às margens das estradas. O pedido é para que os moradores auxiliem realizando a roçada ou a capina química no mato que cresce rente à via. O objetivo é evitar que a vegetação se misture à pedra e à terra durante a passagem da máquina, o que compromete a base da estrada e a qualidade do serviço.
O prefeito explicou o impacto técnico da falta de limpeza: “O patroleiro passa e tem que puxar aquele capim para o meio da estrada. Se não passar uma caçamba e juntar, aquilo mistura com a pedra e daí não funciona. Se cada proprietário pudesse dar uma roçada, ficava muito melhor para a gente consertar”, concluiu Eugenio Roling.
Ouça a reportagem de Josué Eger:
Portal Chapadão do Lageado. Foto: Franciel Andrade / Sintonia FM