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Mais de 200 mães da região já receberam apoio de doula ituporanguense

Projeto reúne atendimento domiciliar, orientação sobre parto e suporte à amamentação para mães da região.

Mais de 200 mães da região já receberam apoio de doula ituporanguense Doula em processo de parto. Foto: Arquivo / Luciana Sangaletti

As doulas têm ampliado o suporte oferecido às gestantes em Ituporanga e região. Essas profissionais acompanham mulheres durante a gestação, o parto e o período pós-parto, oferecendo apoio físico, psicológico e informativo para as famílias.


Diferentemente das parteiras, as doulas não realizam procedimentos técnicos ou médicos. O trabalho se concentra no acolhimento, no conforto emocional e em orientações que ajudam a gestante a compreender as mudanças do corpo e o processo do nascimento.


Em Ituporanga, a ginecologista e obstetra doutora Poliana mantém parceria com a doula Luciana Sangaletti, que acompanha gestantes ao longo da gravidez. Segundo ela, o acompanhamento começa ainda nas primeiras fases da gestação. 


“A partir de 12 semanas a gente prepara a mãe para gerar o bebê e, a partir de 30 semanas, quando ela já entende melhor as mudanças do corpo, consegue decidir com mais calma a via de parto”, explica a doula Luciana Sangaletti.

 

Baby Blues atinge mais de 80% das mães


Além do acompanhamento durante a gestação, as doulas também atuam no momento do parto e no período posterior ao nascimento do bebê. O trabalho inclui exercícios corporais, massagens e orientações que auxiliam no processo de preparação para o parto.


De acordo com a doula Luciana Sangaletti, a presença de muitas opiniões no ambiente familiar pode gerar insegurança nas mães logo após o nascimento do bebê. Isso pode contribuir para o chamado baby blues, condição emocional comum no pós-parto que atinge mais de 80% das mulheres.


“Todo mundo acha que é normal a mãe chorar após o parto. Não é normal. É preciso observar o que está acontecendo, porque se não houver cuidado nesses primeiros dias pode evoluir para uma depressão pós-parto”, afirma.


Luciana realizou formações voltadas à anatomia, cuidados com a mãe e o bebê e também em amamentação. Em Ituporanga, segundo ela, mais de 200 mulheres já receberam atendimento.

 

Amamentação exige orientação e acompanhamento


O período de amamentação também exige acompanhamento e informação adequada para as mães. A consultora de amamentação Gabriela Kruger explica que muitas mulheres acreditam que dor ou ferimentos durante a amamentação são situações normais. Segundo ela, a orientação correta pode evitar diversos problemas. 


O leite materno passa por etapas nos primeiros dias após o parto. “Toda mãe demora de três a quatro dias para que o leite desça de maneira madura. No início, o bebê recebe o colostro, que é mais amarelado e adequado ao tamanho do estômago do recém-nascido”, explica Luciana. Após esse período inicial, com descanso e adaptação do organismo, o leite maduro passa a ser produzido.


A consultora Gabriela também lembra que existem diferentes formas de amamentação. Entre elas estão a amamentação exclusiva, predominante, complementar e mista, dependendo das necessidades do bebê e da produção de leite da mãe.

 

Projeto Voz Materna 


Além dos atendimentos realizados junto à ginecologista e obstetra doutora Poliana, a doula Luciana Sangaletti e a consultora Gabriela Kruger criaram o projeto Voz Materna.


A iniciativa oferece atendimento direto nas residências das famílias e tem foco na amamentação, na adaptação após o nascimento do bebê e no acompanhamento da saúde da mãe.


O projeto possui espaço físico em Petrolândia, porém realiza atendimentos em municípios de toda a região. As informações também podem ser encontradas no Instagram, pelo perfil @vozma.terna.

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