Segurança

Dois homens foram condenados a mais de 28 anos cada pela morte do petrolandense Lucas Macedo

Réus foram condenados por latrocínio e ocultação de cadáver no caso que vitimou o petrolandense Lucas Macedo, em São Joaquim; ambos seguem presos.

Dois homens foram condenados a mais de 28 anos cada pela morte do petrolandense Lucas Macedo Lucas Macedo e viatura durante ocorrência. Foto: Reprodução / Sites NSC Total; NotiSerra SC

Dois homens foram condenados em primeira instância a penas próximas de 28 anos de reclusão cada pelos crimes de latrocínio (roubo seguido de morte) e ocultação de cadáver, no caso que resultou na morte de Lucas Macedo, em São Joaquim. A sentença ainda pode ser contestada por meio de recurso, porém os réus seguem presos e permanecerão detidos durante a tramitação do processo.

Os condenados foram identificados pelas iniciais G. O. C. e G. L. L. Conforme a decisão judicial, ambos foram considerados culpados pelo latrocínio e pela ocultação do corpo da vítima.

A reportagem do NotiSerraSC entrou em contato com o promotor responsável pelo caso. Conforme a Promotoria de Justiça de São Joaquim, o crime de latrocínio não é julgado pelo Tribunal do Júri, pois não se trata apenas de crime doloso contra a vida, mas de roubo seguido de morte, cuja competência é do juiz singular. Ainda segundo a promotoria, os dois condenados permanecem presos e assim continuarão durante o andamento do processo.

Em relação a comentários sobre a possível participação de uma terceira pessoa que estaria em liberdade, as autoridades esclareceram que não houve envolvimento de outro suspeito. O processo aponta apenas os dois homens já condenados como responsáveis pelo crime.

Relembre o caso

O desaparecimento de Lucas Macedo foi comunicado à Polícia Civil de Santa Catarina no dia 31 de agosto de 2025. As primeiras informações indicaram que ele havia saído, na madrugada do dia 30, de uma boate em São Joaquim, depois de oferecer carona a dois homens que não conhecia.

Durante as investigações, ainda no domingo (31), uma pessoa procurou a delegacia informando que Lucas teria sido morto pelos mesmos indivíduos que estavam com ele ao deixar a boate. A denúncia apontava ainda que o corpo teria sido escondido na localidade de Pericó, no interior do município.

Com o avanço das apurações, o caso passou a ser tratado oficialmente como latrocínio com ocultação de cadáver. Após a conclusão do inquérito policial e o andamento do processo na Justiça, os dois acusados foram levados a julgamento e condenados, em primeira instância, a cerca de 28 anos de prisão cada.

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