Alto Vale

Centro Aquático com piscinas olímpicas será construído em Atalanta

Projeto do Instituto Becker da Silva prevê complexo esportivo acessível para atletas e comunidade, com piscinas olímpicas.

Centro Aquático com piscinas olímpicas será construído em Atalanta Projeto de Centro Aquático de Atalanta. Foto: Divulgação / Djenifer Marian Arquiteta

O município de Atalanta poderá receber um centro aquático voltado para treinos e competições de nível olímpico e paralímpico. A iniciativa parte do Instituto Becker da Silva, que trabalha com inclusão de pessoas com e sem deficiência.

O espaço será utilizado para atividades esportivas, treinamentos e competições, além de ações voltadas à inclusão social. O local escolhido para a obra busca homenagear o filho do presidente do instituto, Marcelo, que tinha ligação com a região.

Segundo o presidente do Instituto Becker da Silva, Edson Roberto da Silva, a proposta pretende ampliar oportunidades para pessoas com deficiência e também para a comunidade em geral: “Quando a gente olha para pessoas com deficiência, muitos pensam ‘coitadinho’. Não é isso. O que elas precisam é de oportunidade”, afirma.

Área para construção depende de aprovação da Câmara

A Prefeitura de Atalanta cedeu o espaço para a implantação do complexo aquático. No entanto, o projeto ainda depende da aprovação da Câmara de Vereadores para formalizar uma concessão de uso por 20 anos. O acordo prevê que a construção ocorra em até dois anos após a autorização. Paralelamente, o instituto busca recursos para viabilizar a obra.

De acordo com o presidente do Instituto Becker da Silva, Edson Roberto da Silva, a equipe também pretende buscar apoio do Governo Federal: “É um projeto de valor alto. Por isso, vamos procurar apoio do governo e também dos empresários da região para manter a estrutura funcionando”, explica.

Projeto prevê piscinas olímpicas e estrutura acessível

O complexo aquático contará com piscinas nas dimensões exigidas para competições. O projeto inclui uma piscina de 50 por 25 metros e outra de 25 por 25 metros, além de áreas de apoio para atletas e público. A estrutura foi planejada em parceria com a arquiteta Djenifer Fernanda Marian e o engenheiro Guilherme Doerner. Segundo a arquiteta, o projeto prioriza a acessibilidade:

“A palavra-chave é acessibilidade. Pensamos em um espaço que atenda atletas, público e pessoas com deficiência, respeitando as necessidades de circulação e uso”, explica. O complexo também deve contar com arquibancada para cerca de 2.500 pessoas, salas para atendimento médico, fisioterapia, nutrição e áreas administrativas. Além disso, o espaço terá academia e áreas de convivência.

Estrutura busca ampliar oportunidades no esporte paralímpico

A proposta também pretende estimular o desenvolvimento do esporte paralímpico na região. O paratleta de natação Bruno Becker da Silva afirma que o projeto pode facilitar o acesso de jovens ao treinamento esportivo: “Lá no início eu brigava muito por um espaço e por uma oportunidade. Hoje a gente luta para que outras crianças e jovens tenham essas oportunidades”, relata.

Segundo ele, Santa Catarina já apresenta resultados relevantes no paradesporto, mesmo com investimentos limitados. Além das atividades esportivas, o Instituto Becker da Silva pretende oferecer ações voltadas à inclusão social e à qualificação profissional. O objetivo é criar oportunidades para pessoas com deficiência e ampliar a participação no mercado de trabalho. O complexo também poderá receber atividades como hidroginástica e programas voltados à comunidade.

Ouça a reportagem de Berta Thiesen: 

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