Segurança

Câmara aprova projeto que permite divulgar imagens de crimes no comércio

Proposta altera a LGPD e autoriza uso de imagens para identificar suspeitos. Texto segue agora para análise do Senado Federal.

Câmara aprova projeto que permite divulgar imagens de crimes no comércio FOTO: Divulgação Site Revista Segurança Eletrônica

A Câmara dos Deputados aprovou, na última terça-feira (17), um projeto de lei que autoriza estabelecimentos comerciais a divulgarem imagens e áudios de pessoas flagradas cometendo crimes. A proposta segue agora para análise do Senado Federal.

O texto, de autoria da deputada Bia Kicis, altera a Lei Geral de Proteção de Dados. Além disso, estabelece que a divulgação deve ter finalidades específicas, como identificação de suspeitos, alerta à população ou colaboração com autoridades.

Regras para divulgação e responsabilização

De acordo com o projeto, o comerciante deve registrar boletim de ocorrência antes de divulgar qualquer imagem. No entanto, a proposta também prevê responsabilização em casos de uso indevido ou divulgação de conteúdo falso.

Além disso, a norma proíbe a exposição de terceiros não envolvidos na ocorrência. O texto também exige respeito aos princípios de necessidade e proporcionalidade.

Segundo o relator, deputado Sanderson, a medida busca conciliar a proteção de dados com a segurança pública. “A proposta atende a demandas do comércio e contribui para a identificação de suspeitos”, afirmou.

Argumentos favoráveis no Congresso

Durante a votação, parlamentares defenderam que a medida pode auxiliar na prevenção de crimes. O deputado Kim Kataguiri afirmou que a divulgação de imagens de pessoas flagradas não deve ser impedida.

Além disso, o deputado Sargento Fahur declarou que a exposição pode atuar como forma de inibir delitos. Já a autora, deputada Bia Kicis, afirmou que a proposta pode ajudar no combate a crimes em ambientes comerciais, incluindo casos de assédio.

Críticas e debate sobre direitos fundamentais

Por outro lado, o projeto também gerou críticas no plenário. O deputado Tarcísio Motta afirmou que a medida pode comprometer garantias como a presunção de inocência.

Além disso, ele alertou para o risco de discriminação e possíveis práticas de justiça por conta própria. Segundo o parlamentar, a proposta pode estimular exposições indevidas.

Agora, o texto segue para análise no Senado, onde poderá ser aprovado, alterado ou rejeitado.


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