Saúde

Urologista alerta: maioria dos homens só procura ajuda quando o problema já está avançado

Dor, dificuldade para urinar e cólica renal ainda lideram as causas de atendimento.

Urologista alerta: maioria dos homens só procura ajuda quando o problema já está avançado Imagem Ilustrativa / Consulta Urologista. Foto: Reprodução / Internet

Apesar das campanhas de conscientização do Novembro Azul, o comportamento masculino pouco mudou ao longo dos anos. A maioria dos homens ainda procura ajuda médica apenas quando já sente dor ou apresenta sintomas mais graves. É o que explica o urologista Dr. Luiz Fernando Batista, que atende casos simples e complexos diariamente.

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Segundo o especialista, poucos pacientes buscam consulta para prevenção ou rastreamento anual. “A maioria só procura o urologista quando já está sentindo dor, quando tem cólica renal ou quando a urina está fraca e difícil de sair”, afirma.

Entre os casos mais frequentes estão:

- Cólica renal causada por pedras nos rins;

- Jato urinário fraco e acordar várias vezes à noite para urinar;

- Obstrução urinária por hiperplasia de próstata;

- Queixas hormonais, como baixa libido e queda na testosterona.

 

Preconceito diminui, mas ainda existe

O Dr. Luiz Fernando Batista observa que o tabu relacionado ao exame de próstata vem diminuindo, mas ainda influencia parte da população masculina. “Hoje já vemos homens de 70, 80 anos chegando ao consultório pedindo para fazer o toque. O preconceito está diminuindo, mas ainda existe. Muitas vezes é a esposa quem insiste para o marido vir”, comenta.

 

Cirurgias modernas garantem mais conforto e recuperação rápida

O urologista reforça que os procedimentos atuais são muito menos invasivos do que no passado. “Hoje fazemos cirurgias a laser para hiperplasia de próstata, diretamente pelo canal da uretra. O paciente vai para casa no mesmo dia, sem dor e sem sangramento”, explica.

Nos casos de câncer de próstata, a cirurgia robótica transformou o tratamento, reduzindo drasticamente complicações como perda de urina ou impotência. “Tenho pacientes que retiram a sonda uma semana depois da cirurgia robótica e já relatam boa função sexual e zero perda urinária”, destaca.

 

Disfunção erétil tem tratamento

Para quem teme perder a potência sexual, o Dr. Luiz Fernando Batista reforça que há soluções eficazes. “Mesmo quando o paciente apresenta dificuldade, existem medicamentos e até próteses penianas modernas, infláveis ou rígidas. Hoje ninguém precisa sofrer em silêncio”, tranquiliza.

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