O aumento das tarifas dos Estados Unidos sobre produtos de madeira e móveis preocupa o setor industrial de Santa Catarina e já provoca reflexos no Alto Vale do Itajaí. Segundo levantamento citado pelo setor, 96% das empresas pesquisadas devem sofrer algum impacto — direto ou indireto — com a medida.
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O cenário já levou 40% das indústrias afetadas a conceder férias coletivas ou iniciar demissões. “Infelizmente, é algo muito triste ter que fazer esse corte de contingente, especialmente após anos de dificuldade para formar mão de obra qualificada”, destacou o presidente do Sindimade, Ricardo Rozene Rossini.
A Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc) atua junto a órgãos governamentais brasileiros e americanos para tentar reduzir ou suspender as tarifas e manter a competitividade no mercado norte-americano. No entanto, segundo o setor, a questão política que envolve as negociações dificulta avanços.
A preocupação vai além do impacto econômico. “Além dos negócios, há um receio grande pelo reflexo que isso pode trazer às famílias do Alto Vale. Os Estados Unidos compram produtos de valor agregado, e a perda desse mercado pode fazer a indústria moveleira e madeireira retroceder, voltar a vender produtos menos industrializados e empregar menos pessoas”, alertou Ricardo.
Ouça o que diz o presidente do Sindimade Ricardo Rossini:
Foto: Schlindwein Indústria e Comércio Ltda