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Sintonia 44 anos: Como eram feitas as primeiras transmissões da rádio?

Emissora iniciou transmissões em 13 de julho de 1981 com tecnologia avançada para a época.

Sintonia 44 anos: Como eram feitas as primeiras transmissões da rádio? Edson Schuhmacher. Foto: Arquivo / Sintonia FM

Neste dia 13 de julho, a Rádio Sintonia FM comemora 44 anos de fundação e reafirma seu papel como um dos principais veículos de comunicação do Alto Vale do Itajaí. Com sede em Ituporanga, a emissora atinge diretamente mais de 400 mil pessoas em mais de 50 municípios da região, abrangendo também a Serra Catarinense e parte da Grande Florianópolis.

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A história da rádio começou em 1981, como Rádio Jornal A Região, transmitida em 1590 AM. Em 5 de setembro de 1989, houve aumento de potência e mudança para a frequência 1310 AM. Já em 1º de março de 2017, a emissora migrou para Frequência Modulada e passou a operar em 94,7 FM.

 

Montagem da parte técnica iniciou meses antes da inauguração

Seis meses antes da inauguração, a montagem da estrutura técnica foi iniciada e os preparativos já movimentavam a cidade. Edson Schuhmacher, engenheiro eletrônico da Sintonia FM, relembra: “O processo de preparação, montagem e implantação de estúdio, antena, transmissor, treinamento, enfim, tudo isso demandou um conhecimento que a gente não tinha, mas que foi adquirindo, que foi fazendo o curso, que foi se especializando e que acabou com a rádio sintonia em 1590 kHz, a frequência e uma potência de 250 watts. Na época falávamos alto para cidade e cochichávamos ao interior”.

Edson, atualmente com 64 anos, integra até hoje o time de colaboradores da Sintonia e conta que o pai, Artílio Schuhmacher, que era técnico em eletrônica, mas que tinha um conhecimento prático muito amplo.  “Com poucos recursos, fazíamos muito. Trabalhávamos em equipe, aprendendo enquanto colocávamos a rádio de pé”, afirmou Edson.

 

A transmissão interrompida pelas vacas

Edson lembra que o início da rádio sintonia precisou de muita criatividade da parte técnica para adaptar o trabalho.

Em um episódio marcante, vacas mastigaram os cabos de transmissão em uma partida de futebol amador. “Era um domingo à tarde, transmissão esportiva em um ‘campo de várzea’, em que os ocupantes, normalmente, eram vacas”, ele conta rindo. “A gente fazendo a transmissão, de repente, caiu o áudio. Isso eram uns 200 m de cabo que eu tinha puxado até encontrar um telefone para fazer a transmissão. Saí correndo que nem louco. Quando olhei para o lado do campo: uma vaca com o fio na boca. Moeu o fio”, ele conta entre risos.

Nesta ocasião, ele conta, que utlizou a própria cerca que passava no local para “remendar” o fio e continuar a transmissão. “A cerca era de arame, os fios não encostavam, clipei de um lado e do outro, consegui 400 metros de fio”, finaliza.

 

Rádio segue analógico, mas modernidade ajuda nos trabalhos

O engenheiro também destaca que a digitalização trouxe mais qualidade e agilidade para o rádio. “Você consegue rapidamente gravar ou fazer uma conexão com um áudio estupidamente bom e com flexibilidade”, Edson cita como uma das vantagens. “O rádio ainda é analógico, quando chega para o ouvinte é analógico, mas todos os processos que até o transmissor, a gente tem como digital”, celebra.

 

Ouça essa história completa no conteúdo especial de aniversário da Sintonia FM.

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