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Sem acordo entre representantes e fumageiras, nova rodada de negociações será realizada em fevereiro

Reajustes baseados no custo de produção dividem opiniões; fumicultores e empresas negociam preço do tabaco da safra 2024/2025.

Sem acordo entre representantes e fumageiras, nova rodada de negociações será realizada em fevereiro Afubra

Nos dias 14 e 15 de janeiro, cinco empresas fumageiras participaram de reuniões individuais com a Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra) para definir o preço do tabaco da safra 2024/2025.

Das onze empresas inicialmente confirmadas, algumas cancelaram por não apresentarem propostas alinhadas ao critério estabelecido pela comissão de produtores, que exige reajustes com base, no mínimo, no custo de produção.

No tipo Virgínia, as empresas China Brasil e UTC propuseram reajustes apenas equivalentes ao custo de produção, enquanto a Universal Leaf ofereceu um acréscimo de 1,05% pela recuperação da tabela. A JTI revisou sua proposta inicial, subindo para 10,5%, mas de forma não linear.  Já a BAT discordou do custo de produção previamente acordado com a comissão e não apresentou proposta.

A comissão dos fumicultores apresentou uma contraproposta às empresas, exigindo a reposição de valores defasados em safras anteriores e a valorização do produto.

No segmento Burley, as empresas que apresentaram propostas atenderam ou superaram a variação do custo de produção, o que foi considerado satisfatório pelos produtores.

Os representantes dos produtores de tabaco garantem que as negociações continuam e esperam que as empresas revejam suas posições, ressaltando a importância de valorizar o produtor e fortalecer o sistema integrado de produção. Uma nova rodada de negociações está prevista para o início de fevereiro.

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