Saúde

Secretária de Saúde reforça necessidade de prevenção contra a dengue em Ituporanga

Apesar dos casos controlados, é fundamental que a população continue vigilante e colabore com as ações de combate ao mosquito Aedes aegypti.

Secretária de Saúde reforça necessidade de prevenção contra a dengue em Ituporanga Divulgação/Reprodução

A Secretaria de Saúde de Ituporanga, em Santa Catarina, reforçou nesta semana as medidas de prevenção contra a dengue no município. Em entrevista, a secretária de Saúde, Aline de Abreu Postais, destacou que, apesar dos casos controlados, é fundamental que a população continue vigilante e colabore com as ações de combate ao mosquito Aedes aegypti.

“Atualmente, temos mais de 80 armadilhas espalhadas pelo município, monitoradas semanalmente por nossos agentes de saúde. Em 2024, registramos nove focos do mosquito e quatro casos de dengue, sendo todos autóctones”, informou Aline.

Sintomas e tratamento da dengue

A secretária ressaltou a importância de identificar rapidamente os sintomas da dengue, que incluem febre, dores musculares, dor nas articulações, dor atrás dos olhos, vômitos, náuseas e manchas vermelhas na pele. “Essas manchas podem variar de tamanho e aparecem por todo o corpo. O tratamento exige muita hidratação, e, em casos mais graves, é necessário atendimento hospitalar com administração de soro na veia”, explicou.

Importância da prevenção comunitária

Segundo Aline, o trabalho preventivo realizado pela Secretaria de Saúde tem sido fundamental para manter os casos sob controle. Em dezembro, foi realizado um mutirão na comunidade de Santo Antônio, considerada uma das áreas de maior preocupação. “Precisamos da colaboração da população. Pequenas ações, como eliminar água acumulada em pratinhos de vasos, tampas de garrafas e recipientes no quintal, fazem toda a diferença”, destacou.

A secretária enfatizou que a inspeção doméstica deve ser feita semanalmente, uma vez que os ovos do mosquito podem eclodir em até sete dias. Ela também sugeriu que os pais aproveitem as férias escolares para envolver as crianças nesse processo, reforçando a conscientização.

Legislação e medidas coercitivas

Quando questionada sobre a legislação que ampara as ações de prevenção, Aline afirmou que, após a orientação inicial, os agentes podem acionar a Vigilância Sanitária para notificar os moradores que não colaborarem. “Se a situação persistir, podem ser aplicadas multas e outras medidas necessárias”, alertou.

A secretária também reforçou que as ações de prevenção são realizadas em todos os patrimônios públicos, como parques e praças. Caso a população identifique situações de risco, é possível acionar a Vigilância Epidemiológica de forma anônima.

Atenção especial aos cemitérios

Outro ponto de preocupação são os cemitérios, onde o acúmulo de água em vasos e plásticos decorativos representa um risco significativo. “Os agentes vistoriam regularmente esses locais, retirando os plásticos que acumulam água e virando os pratos dos vasos”, explicou Aline.

Colaboração da comunidade

Encerrando a entrevista, Aline fez um apelo à população para que colabore com as ações de prevenção. “Sabemos que, em alguns momentos, nossos agentes podem ser vistos como inconvenientes, mas é um trabalho necessário. A saúde pública é uma responsabilidade de todos”, concluiu.

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