Santa Catarina cumpriu a meta de cobertura vacinal em apenas cinco das 20 vacinas monitoradas em 2025, conforme dados do Ministério da Saúde. O resultado indica que a maioria dos imunizantes ficou abaixo do percentual mínimo necessário para garantir proteção coletiva e reduzir a circulação de doenças.
As metas variam entre 90 e 95% e servem como referência para manter o controle de vírus e bactérias. No entanto, neste ano, quinze vacinas não alcançaram os índices previstos, o que preocupa as autoridades de saúde e reforça a importância de ampliar a procura pelos postos.
Vacinas infantis ficam abaixo da meta em SC
Entre os imunizantes que não atingiram a cobertura esperada estão a vacina contra a poliomielite, com 92,62%, e a pentavalente, que chegou a 92,35%. Ambas têm meta de 95% e são aplicadas em bebês menores de um ano.
A vacina pentavalente protege contra cinco doenças: difteria, tétano, coqueluche, pneumonia, meningite por Haemophilus influenzae tipo b e hepatite B. Por isso, a baixa adesão acende um sinal de atenção para a saúde infantil.
BCG e primeira dose da tríplice viral alcançam objetivo
Entre as vacinas que cumpriram a meta está a BCG, que registrou cobertura de 91,16%, acima do mínimo de 90%. A aplicação ainda na maternidade contribui para esse resultado, já que reduz a dependência do retorno das famílias às unidades de saúde.
Além disso, a primeira dose da tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, alcançou 97,5% de cobertura, superando a meta estabelecida.
Segunda dose da tríplice viral preocupa autoridades
Apesar do bom resultado na primeira aplicação, a segunda dose da tríplice viral ficou em 81,42%, bem abaixo dos 95% recomendados. Esse dado indica que parte da população não retorna para completar o esquema vacinal.
A Secretaria de Saúde orienta que a população verifique a caderneta e procure as unidades de saúde para manter a vacinação em dia. A cobertura completa é fundamental para garantir proteção individual e coletiva.
Reprodução Internet - site Unimed Campinas