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Quedas de energia, instalação inadequada e falta de revisão são as principais causas de incêndios em estufas de fumo

Revisão entre estufadas pode ajudar a evitar acidentes.

Quedas de energia, instalação inadequada e falta de revisão são as principais causas de incêndios em estufas de fumo Imagem ilustrativa / Incêndio em estufa de fumo. Foto: Reprodução / Guia Venâncio

Os incêndios em estufas de fumo seguem sendo registrados com frequência na região. Problemas elétricos, falhas na instalação e a falta de revisão periódica dos equipamentos aparecem como os principais fatores. O alerta é do representante da Marmac Máquinas e Equipamentos, Marcos Milmersted, empresa especializada em estufas de fumo.


Segundo ele, mesmo propriedades com manutenção em dia podem enfrentar situações de risco, sobretudo em períodos de instabilidade na rede elétrica. “As quedas de energia acontecem com mais frequência nesta época e, muitas vezes, o produtor não percebe que a estufa desligou”, explica.

 

Energia elétrica em estufas


De acordo com Marcos, interrupções inesperadas no fornecimento de energia podem ocorrer mesmo em dias de tempo firme. Quando isso acontece durante o funcionamento da estufa, o sistema pode permanecer em fogo alto, sem ventilação adequada.
“Se a energia cai e a pessoa está na lavoura, a estufa continua em funcionamento crítico. Isso pode derreter hélices, comprometer a estrutura e até incendiar a cobertura”, afirma. Em alguns casos, o problema surge mesmo quando a manutenção estava regular.


Outro ponto citado está relacionado à instalação elétrica. Muitos produtores realizam adaptações por conta própria, o que aumenta o risco de sobrecarga. “É importante contratar um eletricista para fazer o dimensionamento correto dos fios, do motor e das chaves de proteção”, orienta.


Segundo Marcos, quando o sistema não possui proteção adequada, o disjuntor pode não desarmar. “O motor acaba queimando, os fios derretem e o incêndio se forma”, relata.

 

Revisão de fornalhas e canos reduz problemas


Além da parte elétrica, a revisão das fornalhas e dos canos também exige atenção. Mesmo após inspeções visuais, o desgaste interno pode não ser percebido. “O equipamento parado sofre corrosão, principalmente quando a cinza não é retirada. Ela retém umidade e tem ação corrosiva”, explica.


Com o tempo, surgem microfissuras e rompimentos internos que só aparecem durante o uso. “Na primeira estufada pode não dar sinal. Na segunda, os problemas surgem”, completa.


A orientação é que o produtor acompanhe cada ciclo de secagem. Cerca de dez minutos de verificação entre uma estufada e outra podem evitar prejuízos. “Quem tem o hábito de inspecionar a cada estufada reduz muito o risco. Qualquer mudança precisa de ação imediata”, afirma Marcos Milmersted.

 

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