Quatro ex-prefeitos de Santa Catarina se tornaram réus nesta quinta-feira (18) após a 5ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Santa Catarina aceitar denúncias relacionadas à Operação Mensageiro. Os investigados respondem por suspeitas de corrupção, fraude em licitações e organização criminosa.
Tiveram as denúncias recebidas pela Justiça: Antônio Ceron, ex-prefeito de Lages; Adriano Poffo, ex-prefeito de Ibirama; José Thomé, ex-prefeito de Rio do Sul; e Júlio César Ronconi, ex-prefeito de Rio Negrinho.
De acordo com o Ministério Público, Adriano Poffo é acusado de corrupção passiva em ao menos sete ocasiões, entre 2017 e julho de 2019, período em que teria recebido pagamentos mensais de propina. A defesa informou que irá recorrer da decisão e sustenta a inocência do ex-prefeito.
Antônio Ceron responde por corrupção passiva, fraude licitatória e organização criminosa. Ele já havia sido condenado em fevereiro deste ano a quase dez anos de prisão por corrupção. Conforme a acusação, teria solicitado e recebido cerca de R$ 1,8 milhão em propina e interferido em processos licitatórios para favorecer a empresa Serrana.
O ex-prefeito de Rio do Sul, José Thomé, é acusado de frustrar o caráter competitivo de um pregão eletrônico realizado em 2022, com indícios de direcionamento de contratos. Em nota, a defesa afirmou que irá demonstrar a inexistência de irregularidades durante a gestão.
Já Júlio César Ronconi é investigado por integrar organização criminosa responsável por fraudar licitações e contratos administrativos. Segundo a denúncia, ele teria recebido ao menos R$ 1,46 milhão em vantagens indevidas, parte delas após deixar o cargo. A defesa declarou confiar na absolvição ao final do processo.
A Operação Mensageiro investiga um esquema de corrupção envolvendo prefeitos, servidores públicos e a empresa Serrana, responsável por serviços de coleta de lixo e manutenção urbana. As apurações indicam o pagamento de propina para garantir contratos e liberar valores atrasados, com a atuação de intermediários responsáveis pela entrega do dinheiro.
Os processos seguem em tramitação na Justiça, e todos os réus respondem às acusações sob o princípio da presunção de inocência.
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