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Projeto de sistema antigranizo prevê investimento de R$ 1,8 milhão para cinco municípios da região

Ituporanga, Atalanta, Aurora, Chapadão do Lageado e Imbuia poderão ser contemplados em projeto piloto de proteção às lavouras e áreas urbanas.

Projeto de sistema antigranizo prevê investimento de R$ 1,8 milhão para cinco municípios da região Divulgação/Reprodução

O projeto de implantação do sistema antigranizo no Alto Vale do Itajaí começa a ganhar forma. Um levantamento realizado pela empresa AGF Antigranizo Fraiburgo apresentou os custos estimados para atender inicialmente cinco municípios da região: Ituporanga, Atalanta, Aurora, Chapadão do Lageado e Imbuia.

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Segundo o documento, a instalação do sistema com 30 geradores de solo automáticos, acionados remotamente e acompanhados por plataforma digital, está orçada em R$ 1,2 milhão. Além disso, o trabalho de campo para localização e instalação dos equipamentos terá custo adicional de R$ 180 mil.

Já a manutenção anual, incluindo fabricação do produto e operação, foi estimada em R$ 1.819.019,17, valor que deverá ser dividido entre os municípios beneficiados.

Divisão do custeio anual entre os municípios

  • Atalanta: R$ 194.654,72

  • Aurora: R$ 427.007,89

  • Chapadão do Lajeado: R$ 257.522,60

  • Imbuia: R$ 245.657,66

  • Ituporanga: R$ 694.176,30

Importância para agricultores e cidades

O sistema antigranizo é defendido como uma ferramenta estratégica para reduzir perdas causadas pelas tempestades de granizo, que afetam diretamente culturas como cebola, milho, soja, fumo e hortaliças, além de evitar prejuízos urbanos.

O engenheiro agrônomo e ex-vereador de Caçador, Jean Carlo Ribeiro, que há anos atua na mobilização pelo sistema em Santa Catarina, lembrou que o projeto já foi ampliado em regiões como Joaçaba, São Joaquim e municípios da AMARP, e agora precisa chegar também ao Alto Vale. “O antigranizo não tem cor partidária. Ele protege a agricultura, mas também protege a cidade. Uma safra perdida reflete no comércio e em toda a economia local. A união é fundamental para viabilizar o projeto”, destacou.

Próximos passos

A proposta prevê que 50% do valor seja pago na assinatura do contrato e o restante na conclusão da implantação. No caso da manutenção, o pagamento inicial será de 20% na assinatura do contrato, com o saldo dividido em sete parcelas anuais, acompanhando o período de funcionamento do sistema.

O tema tem sido discutido em reuniões regionais com prefeitos, vereadores, agricultores e entidades ligadas ao setor. A expectativa é que, a partir do projeto-piloto, o sistema seja ampliado futuramente para outros municípios do Alto Vale.

Ouça a reportagem de Jean Carlos:

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