Agro

Produtores e entidades lançam abaixo-assinado para cobrar implantação do sistema antigranizo na região

As assinaturas serão levadas ao Governo do Estado para reforçar a importância do projeto para a região produtora de cebola.

Produtores e entidades lançam abaixo-assinado para cobrar implantação do sistema antigranizo na região Foto: Divulgação/Reprodução

Representantes de municípios da região produtora de cebola se reuniram recentemente para discutir a implantação de um sistema antigranizo no Alto Vale do Itajaí. O encontro contou com a presença de prefeitos, vereadores e lideranças agrícolas de Ituporanga, Atalanta, Aurora, Chapadão do Lageado, Imbuia, Petrolândia e Vidal Ramos.

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O projeto, considerado inédito e ousado para o setor agrícola da região, foi tema de entrevista no programa “Café com João”, da Rádio Sintonia FM, com a participação de Jorge Sardo, vereador de Imbuia, presidente da Aprocesc (Associação dos Produtores de Cebola de Santa Catarina), e Jorge Kratz, tesoureiro da entidade e vereador de Ituporanga.

“É uma tecnologia que vem para proteger o agricultor”, afirma presidente da Procesc

Segundo Jorge Sardo, o sistema antigranizo é uma alternativa diante das dificuldades para contratar seguros agrícolas e das perdas recorrentes causadas por granizo nas lavouras da região. “Cada vez está mais difícil conseguir seguro para o agro. O sistema antigranizo vem como uma nova tecnologia para dar suporte ao agricultor. Quando há incidência de granizo, a safra é perdida. Por isso, queremos iniciar o projeto piloto aqui, na região da cebola”, explicou.

A proposta é que o sistema, já utilizado em outros estados, possa abranger futuramente os 28 municípios do Alto Vale, oferecendo uma camada de proteção coletiva para lavouras, residências e estruturas rurais.

Custo estimado é de R$ 3 milhões por ano

De acordo com Jorge Kratz, o investimento anual para implantação e manutenção do sistema na região ultrapassa R$ 3 milhões. Ele explica que a ideia inicial é que o Governo do Estado financie a instalação e o primeiro ano de operação. “A lei estadual que cria o sistema já foi sancionada. Isso facilita o repasse de recursos para os municípios. Depois, a manutenção deve ser custeada pelas prefeituras, com apoio da sociedade organizada”, destacou Kratz.

Em Ituporanga, o custo estimado seria de R$ 700 mil anuais, valor que, segundo ele, é pequeno diante dos prejuízos milionários que um granizo pode causar em lavouras de cebola, fumo e outras culturas. “É um investimento em prevenção. Quando o granizo destrói as plantações, o prejuízo se estende ao comércio e à arrecadação do município. Esse sistema se paga facilmente”, afirmou.

Sistema pode proteger todas as culturas e o patrimônio rural e urbano

Os representantes da Aprocesc reforçaram que o sistema não beneficia apenas produtores de cebola, mas todas as atividades agrícolas e propriedades rurais, além de casas, galpões e veículos. “A agricultura é a atividade mais arriscada que existe. É céu aberto 24 horas. Quando o produtor perde, o município também perde em arrecadação e em movimento econômico”, disse Kratz.

O projeto também busca parcerias com empresas e cooperativas, como a Afubra, que todos os anos desembolsa milhões em indenizações por perdas de granizo. “Em 2022, foram cerca de R$ 200 milhões pagos aos produtores do Sul do Brasil. Com o sistema implantado, o risco e o gasto diminuem. É um investimento que beneficia todos”, completou Kratz.

Link para o abaixo-assinado: https://gabinteligente.com.br/leads/abaixo-assinado-pela-instalacao-e-ativacao-do-sistema-anti-granizo-em-santa-catarina-384

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