Segurança

Polícia Militar se manifesta sobre confusão durante jogo entre Santa Catarina e Barra

Clube denuncia provocações, racismo contra atleta e critica clima do jogo; Polícia Militar detalha uso de spray para conter tumulto.

Polícia Militar se manifesta sobre confusão durante jogo entre Santa Catarina e Barra Jogo entre Santa Catarina e Barra. Foto: @santacatarinaclube no Instagram

Uma confusão marcou a partida entre Santa Catarina Clube e Barra Futebol Clube, válida pelas quartas de final do Campeonato Catarinense, realizada neste sábado, dia 07, em Rio do Sul. Após o jogo, o Santa Catarina Clube e a Polícia Militar de Santa Catarina divulgaram notas oficiais sobre os acontecimentos dentro e fora de campo.

Os episódios envolveram protestos, tensão entre torcidas, intervenção policial e o registro de um caso de racismo.

 

Nota do Santa Catarina Clube

Em manifestação pública, o Santa Catarina Clube afirmou que a partida, que deveria ser uma celebração do futebol, terminou marcada por polêmicas de arbitragem, provocações e atos considerados inadmissíveis.

Segundo o clube, decisões controversas da arbitragem e do VAR em momentos decisivos contribuíram para elevar a tensão durante o jogo. Ainda conforme a nota, torcedores do Santa Catarina, que teriam comparecido de forma pacífica, foram alvo de provocações por atletas e membros da comissão técnica adversária.

O clube também relatou que referências às enchentes que atingem Rio do Sul teriam sido utilizadas de forma ofensiva. “Trata-se de um tema sensível que exige empatia e solidariedade, jamais deboche”, diz o texto.

 

Registro de ato racista

O Santa Catarina Clube informou ainda que, ao término da partida, o atleta Hyan Klynsmann Moreira dos Santos foi vítima de um ato racista praticado por um integrante da torcida adversária. O agressor não foi identificado no momento.

De acordo com a nota, o jogador foi acompanhado até a delegacia para registro do boletim de ocorrência. “O Santa Catarina Clube não tolera, não relativiza e jamais se calará diante de qualquer forma de racismo”, afirma o comunicado.

Na mesma manifestação, o clube também declarou solidariedade ao Barra Futebol Clube, citando o episódio de racismo sofrido pelo atleta Cléo Silva, e ressaltou que atos isolados não representam as instituições ou suas torcidas.

 

Atuação da Polícia Militar

A Polícia Militar de Santa Catarina, por meio do 13º Batalhão, informou que a atuação das guarnições teve como objetivo restabelecer a ordem e garantir a integridade física de atletas, arbitragem, profissionais da imprensa e do público.

Segundo a corporação, ao final da partida houve tentativas de invasão, arremesso de objetos, cusparadas e agressões físicas direcionadas à arbitragem, torcedores visitantes, delegações e policiais militares.

Diante do cenário, a Polícia Militar relatou que iniciou a intervenção com ordens diretas, sem sucesso, e que posteriormente utilizou agentes químicos para dispersar o tumulto e evitar o agravamento da situação.

 

Uso de agentes químicos e esclarecimentos

Conforme a nota, o uso de spray de pimenta e granadas de efeito moral segue protocolos nacionais e internacionais de controle de multidões. A corporação explicou que esses instrumentos criam uma zona de exclusão para cessar agressões sem contato físico direto.

A Polícia Militar reconheceu que, em ambientes abertos, o vento pode dispersar os agentes químicos e atingir pessoas fora do foco do conflito. Ainda assim, afirmou que a medida foi necessária para evitar consequências mais graves.

“A corporação lamenta que profissionais e torcedores pacíficos tenham sido afetados, mas a ação foi essencial para conter o distúrbio”, informou a nota.

 

Posicionamento final

A Polícia Militar destacou que respeita o direito à manifestação, mas reforçou que atua quando há risco à segurança de pessoas ou ao patrimônio. As ações de comando, segundo a corporação, passam por revisão constante para aperfeiçoamento dos protocolos.

Já o Santa Catarina Clube encerrou sua nota defendendo que o futebol seja pautado pela paixão, respeito e inclusão, além de manifestar solidariedade às vítimas e à população de Rio do Sul.

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