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Polícia Federal investiga mortes e internações por bebidas adulteradas com metanol

Casos se concentram em São Paulo, mas há suspeita de distribuição em outros estados.

Polícia Federal investiga mortes e internações por bebidas adulteradas com metanol Foto: Divulgação/Reprodução

A Polícia Federal abriu inquérito para investigar as mortes e internações provocadas pelo consumo de bebidas alcoólicas adulteradas com metanol. O anúncio foi feito nesta terça-feira (30) pelo ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski. Embora os casos estejam concentrados em São Paulo, há indícios de que a distribuição pode ter alcançado outros estados.

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Segundo Lewandowski, a apuração deve identificar a origem e o alcance da contaminação, além de possíveis conexões com o crime organizado. O diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, destacou ligações com operações anteriores, principalmente envolvendo a cadeia de importação de metanol pelo Porto de Paranaguá, no Paraná.

Aumento nos casos preocupa autoridades

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, alertou que o número de intoxicações já ultrapassa a média histórica. O Brasil costuma registrar cerca de 20 casos por ano. Somente entre agosto e setembro, quase esse total já foi notificado, incluindo três mortes confirmadas em São Paulo.

Relatos exibidos pelo programa Fantástico, da TV Globo, no último domingo (28), mostraram a gravidade da situação. O estudante Diogo Marques contou que acordou cego após beber gin com energético em uma noite entre amigos. Ele ficou internado três dias e exames confirmaram a presença de metanol no sangue. O amigo dele, Rafael, está em coma há quase um mês, com quadro descrito pela família como irreversível.

As famílias das vítimas cobram respostas rápidas e classificam o caso como crime.

Ações de fiscalização e recomendações

A Vigilância Sanitária confirmou ao menos seis casos de intoxicação por metanol, com duas mortes, e outros dez estão em investigação. Em uma adega, a polícia apreendeu garrafas de gin suspeitas e encaminhou o material para perícia.

O Ministério da Justiça emitiu nota orientando bares e estabelecimentos a verificarem a procedência das bebidas. Já a população deve comprar apenas produtos de fabricantes legalizados, com rótulo, lacre e selo fiscal.

Riscos à saúde

O metanol é um álcool utilizado na indústria e extremamente tóxico para o organismo humano. No corpo, ele se transforma em substâncias que podem causar cegueira, convulsões e até a morte.

Sintomas como alterações visuais, dor de cabeça intensa, mal-estar prolongado e convulsões exigem atendimento médico imediato.

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