A Polícia Civil concluiu, nesta terça-feira (14), o inquérito que investigava a morte da advogada Letícia Paul, de 21 anos, ocorrida após um exame de tomografia com contraste no Hospital Regional de Rio do Sul.
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De acordo com o delegado Matheus Tietjen Slomsky, responsável pelo caso, foram ouvidos familiares, amigos e profissionais de saúde envolvidos no atendimento. A investigação também analisou imagens internas do hospital, a documentação do medicamento utilizado e uma perícia indireta com base no prontuário médico da jovem.
Com base nas provas, a Polícia Civil concluiu que não houve irregularidades por parte do hospital nem em relação à substância usada no contraste. A perícia apontou que os procedimentos adotados seguiram os protocolos médicos, e que o caso tratou-se de uma reação anafilática grave — uma resposta alérgica imprevisível e de rápida evolução.
Relembre o caso
Letícia procurou atendimento no Hospital Regional de Rio do Sul em 20 de agosto, devido a uma infecção urinária e pedras nos rins. Durante a realização da tomografia, sofreu uma reação alérgica ao contraste e foi levada à UTI, mas não resistiu.
Em nota, o Hospital Regional informou que os fatos foram “averiguados e devidamente checados” e lamentou a morte da paciente, reforçando que todos os procedimentos seguem protocolos clínicos recomendados.
Entenda o que é o choque anafilático
Segundo o Ministério da Saúde, o choque anafilático é a forma mais grave de reação alérgica e pode ser desencadeado por medicamentos, alimentos, picadas de insetos ou substâncias usadas como contraste em exames.
Os sintomas surgem rapidamente e incluem falta de ar, inchaço na garganta e queda de pressão arterial. O tratamento imediato, geralmente com injeção de adrenalina, é essencial para evitar complicações graves.
Divulgação/Reprodução Redes Sociais