A regularização fiscal e a organização administrativa podem permitir que o produtor rural tenha acesso a créditos a partir dos tributos pagos. A orientação é reforçada com a obrigatoriedade da Nota Fiscal Eletrônica desde 5 de janeiro de 2026 e com as mudanças previstas na reforma tributária.
Propriedade rural como empresa
A administradora da AgroRG, Renata dos Santos, explica que a propriedade rural funciona como uma empresa a céu aberto. Por isso, documentos como ITR, CAR, CCIR, Imposto de Renda e a emissão correta de notas fiscais precisam estar em dia. Segundo ela, a organização facilita o cumprimento das obrigações legais e evita problemas com o Fisco. De acordo com a administradora Renata dos Santos, o Imposto de Renda pode ser feito de forma segura quando o produtor mantém os dados organizados. “O Imposto de Renda não é um bicho de sete cabeças, desde que o produtor tenha tudo organizado”, afirma. Ela também alerta que a falta de declaração pode levar à malha fiscal e gerar dificuldades futuras.
Reforma tributária e possíveis benefícios
A reforma tributária começou a ser implantada em 2026 e terá etapas até 2033. Conforme Renata dos Santos, o objetivo é simplificar o sistema e tornar os tributos mais transparentes. “Para ter esses benefícios, o produtor precisa ter organização”, explica. O controle financeiro, com registro de entradas e saídas, pode resultar em créditos tributários e facilitar a gestão da propriedade. Segundo a administradora, muitas dúvidas surgem por informações distorcidas sobre as mudanças. Por isso, buscar orientação técnica ajuda o produtor a entender o processo e aproveitar as possibilidades previstas na legislação. Com planejamento e controle, a tributação pode se tornar parte da estratégia de gestão no campo.
Ouça o que disse Renata dos Santos:
Imagem Ilustrativa / Reforma tributária no campo. Foto: Reprodução / Portal Contábeis