A nova sede do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) em Ituporanga foi pauta na Câmara de Vereadores. Durante a sessão desta segunda-feira (22), o vereador Luiz Carlos Laurindo, o Calinho (MDB), apontou problemas na construção e classificou a situação atual como “precária”.
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Em seu discurso, o vereador relatou preocupação com o estado da obra. “A parede se desfaz com a mão, você não precisa bater, o concreto colocado no reboco se desfaz com a mão”, afirmou. Ele ainda relatou que pessoas em situação de rua estariam utilizando o espaço de forma irregular.
Segundo Calinho, “não é possível uma entidade que está ali para salvar vidas ser instalada daquela forma. É preciso tomar cuidado e cobrar providências”.
Secretaria de Saúde informa sobre andamento da obra
De acordo com a secretaria de saúde, a construção iniciou em 19 de julho de 2024, com a empresa Thieves e Tonolli, de Rio do Sul. Após atrasos no cronograma e notificações da prefeitura, a contratada abandonou o trabalho. A rescisão ocorreu em 30 de abril deste ano, acompanhada da aplicação de multa no valor de R$ 29.660,36.
Para concluir a obra, a prefeitura lançou um novo projeto de licitação em 26 de junho. O planejamento inclui uma garagem, seguindo o padrão estabelecido para unidades do SAMU em Santa Catarina.
O valor total estimado da obra é de aproximadamente R$ 300 mil. Desse montante, R$ 200 mil vêm de emendas parlamentares e cerca de R$ 100 mil representam contrapartida da prefeitura.
No momento, o processo passa por ajustes técnicos para permitir a abertura de uma licitação integrada, modalidade considerada necessária após revisão da documentação.
Ouça o que disse o vereador Calinho Laurinho na sessão da câmara:
Obra de R$ 300 mil do SAMU em Ituporanga sofre atraso. Foto: Kaique Eduardo Vieira