O ano de 2026 marca mais um ciclo eleitoral no Brasil e traz uma série de regras para quem pretende disputar cargos públicos, além de prazos importantes para os eleitores. Convenções partidárias, registros de candidaturas e o início da propaganda eleitoral seguem um calendário definido pela Justiça Eleitoral. Ao mesmo tempo, o período de regularização do cadastro eleitoral e da coleta da biometria exige atenção da população, já que o prazo termina em maio e impacta diretamente o acesso a serviços públicos.
O que candidatos podem fazer antes da campanha?
Segundo a chefe do Cartório Eleitoral de Ituporanga, Kathryn Haut, o pedido explícito de votos só pode ocorrer após o registro oficial da candidatura. “O registro de candidatura vai até o dia 15 de agosto. A partir do dia 16 é que começa a campanha eleitoral”, explica. Antes disso, os pré-candidatos podem expor a intenção de concorrer e falar sobre projetos e posicionamentos políticos.
Por outro lado, três meses antes da eleição entram em vigor restrições. Entre elas, fica proibida a transferência voluntária de recursos, a participação em inaugurações de obras públicas e a autorização de publicidade institucional, salvo em situações de grave necessidade pública.
Regularização do título e coleta da biometria
Outro prazo importante é o dia 6 de maio, data limite para regularização do cadastro eleitoral. Conforme o cartório, quanto antes o eleitor procurar atendimento, menor a chance de enfrentar filas.
A biometria é um dos pontos centrais desse processo. “A biometria coletada na Justiça Eleitoral é essencial para acessar serviços do GOV e também para manter benefícios do INSS”, afirma Kathryn Haut.
Ela destaca que a coleta feita no cartório é gratuita e ocorre no momento do atendimento. “Para ter o selo ouro no GOV, a biometria é necessária. Por isso, toda a população deve providenciar”, orienta.
Como agilizar a votação no dia da eleição?
Durante a votação, o tempo médio do eleitor na urna deve variar entre um minuto e 15 segundos e até um minuto e meio para registrar todos os votos. Neste ano, serão seis escolhas.
A chefe do cartório orienta que o eleitor leve os números dos candidatos anotados. “A ordem começa pelo deputado federal, depois deputado estadual, dois votos para senador, governador e, por fim, presidente”, explica. Segundo ela, a chamada “colinha” ajuda a manter o fluxo nas seções e evita filas longas, já que memorizar todos os números se torna difícil.
Checagem de informações em tempos digitais
Em ano eleitoral, a atenção às informações compartilhadas também se torna essencial. Kathryn alerta para a circulação de conteúdos falsos, especialmente com o uso de inteligência artificial.
“Antes de encaminhar uma informação, é importante verificar se ela é verdadeira”, afirma. Ela lembra que a Justiça Eleitoral disponibiliza o serviço “Fato ou Boato” para checagem de conteúdos relacionados ao processo eleitoral.
Além disso, agências de verificação e chatbots podem ser usados para conferir mensagens recebidas por aplicativos. Em caso de dúvidas, a Justiça Eleitoral de Santa Catarina atende pelo telefone 0800 647 3888.
Ouça a reportagem de Berta Thiesen:
Urna Eletrônica. Foto: Reprodução / TRE-DF