A obesidade não se limita a questões estéticas. Ela está associada ao aumento do risco de doenças metabólicas e crônicas. A médica Marina Asserman, pós-graduanda em tratamento da obesidade pela Sociedade Brasileira de Nutrologia, explica que o emagrecimento, quando conduzido de forma adequada, contribui para a melhora de indicadores como glicemia e pressão arterial. Segundo a médica, somente o processo de perda de peso já gera benefícios clínicos relevantes. “A obesidade está relacionada à resistência à insulina, ao diabetes e à pressão alta. Com o emagrecimento, esses parâmetros tendem a melhorar”, afirma.
Obesidade e riscos à saúde
De acordo com Marina Assmann, pessoas com obesidade apresentam maior risco para diversas doenças, inclusive alguns tipos de câncer. Além disso, condições como diabetes e hipertensão costumam evoluir de forma associada ao excesso de peso. “O próprio processo de emagrecimento já melhora a pressão arterial e reduz os níveis de açúcar no sangue”, explica a médica. Com isso, o paciente também ganha mais disposição para atividades do dia a dia.
Tratamento da obesidade e mudança de hábitos
O tratamento, no entanto, não se limita ao uso de medicamentos. Conforme a médica, a reeducação alimentar e a adoção de novos hábitos devem ser mantidas ao longo da vida. “O emagrecimento precisa ser visto como aliado, não como vilão. O cuidado continua o mesmo após atingir o peso desejado”, destaca. Antes de iniciar qualquer abordagem, os pacientes passam por uma avaliação completa. “A gente solicita exames para avaliar a parte metabólica e hormonal, porque, muitas vezes, há fatores que dificultam o emagrecimento”, explica Marina.
Como agem as canetas emagrecedoras
As canetas emagrecedoras mais recentes atuam em hormônios produzidos no intestino, principalmente o GLP-1. Esse hormônio retarda o esvaziamento do estômago, prolongando a sensação de saciedade. “A comida permanece mais tempo no estômago e envia ao cérebro a mensagem de que a pessoa está saciada”, afirma.
Alguns medicamentos atuam somente no GLP-1, enquanto outros também estimulam o GIP, hormônio que auxilia no uso da gordura como fonte de energia. Segundo a médica, essa atuação reduz efeitos colaterais observados em tratamentos antigos, como taquicardia e ansiedade.
Uso de medicação e cuidados permanentes
Mesmo com o auxílio das canetas, a obesidade é considerada uma doença crônica. Por isso, os cuidados são contínuos. “A alimentação equilibrada e a prática de exercícios precisam caminhar junto com o tratamento. A medicação funciona como um apoio e um acelerador do processo”, conclui Marina Asserman. A orientação médica individualizada segue como base para um tratamento seguro e eficaz.
Canetas Emagrecedoras. Foto: Reprodução / Site The Asthetic Centers