Agro

Negociação do tabaco segue sem acordo entre produtores e indústrias

Comissão reafirma custo de produção como referência e agenda nova rodada para sexta-feira (13).

Negociação do tabaco segue sem acordo entre produtores e indústrias Foto: Afubra

A Comissão Representativa dos Fumicultores se reuniu nesta segunda-feira, 09 de fevereiro, com as empresas Alliance One, CTA e JTI para dar continuidade à negociação do reajuste da tabela de preços mínimos do tabaco para a safra 2025/2026. Apesar da retomada do diálogo, não houve acordo, já que as propostas apresentadas ficaram abaixo do patamar considerado aceitável pelos representantes dos produtores, o que impediu a assinatura de protocolo.

A comissão reforçou que as negociações seguem ancoradas no custo de produção, utilizado como parâmetro técnico, além do histórico recente das tratativas, que em anos anteriores permitiu avanços acima desse custo. Segundo os produtores, esse histórico demonstra que é possível chegar a um entendimento dentro do Sistema Integrado de Produção, desde que as indústrias apresentem propostas compatíveis com os números apurados de forma conjunta.

No caso específico da JTI, a comissão avaliou que houve evolução na segunda rodada de negociação e que as conversas estão mais próximas de um consenso. Ainda assim, o entendimento final depende de novos ajustes nos valores apresentados.

Mesmo sem acordo, os produtores destacaram a postura das empresas, que compareceram às reuniões e mantiveram o diálogo aberto. A avaliação é de que os encontros são fundamentais para preservar a lógica negocial do Sistema Integrado e buscar uma conciliação em torno do preço do tabaco.

A representação dos fumicultores reiterou que permanece unida em defesa do produtor e da estabilidade da cadeia produtiva. Uma nova rodada de reuniões está prevista para sexta-feira, 13 de fevereiro, já com a confirmação da presença da JTI e da BAT.

A Comissão Representativa dos Produtores de Tabaco é formada pela Afubra, pelas Federações da Agricultura (Farsul, Faesc e Faep) e pelas Federações dos Trabalhadores Rurais (Fetag, Fetaesc e Fetaep) dos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná.

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