Saúde

Médico esclarece: HIV não tratado pode se tornar AIDS

Testes rápidos feitos em unidades básicas de saúde são a forma mais fácil de detectar doença.

Médico esclarece: HIV não tratado pode se tornar AIDS Teste de HIV. Foto: Reprodução emfoco.med.br

Dezembro é o mês de conscientização sobre o HIV, que é o vírus da imunodeficiência humana. O HIV ataca principalmente o sistema imunológico dos portadores e, sem tratamento, pode evoluir para AIDS.

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O médico clínico-geral do posto da Gabiroba, pós-graduado em psiquiatria, dr. Jhonny Levino Silva Moraes, afirma que a doença ficou conhecida a partir dos anos 80 e, hoje, não representa mais uma “certeza de morte”, pois tem tratamento. 

“Hoje em dia existe um tratamento bom, tanto que a gente espera que esses pacientes, com tratamento adequado, consigam ter uma expectativa de vida tão boa quanto o resto da população”, afirmou dr. Jhonny. “Antigamente ter HIV era uma certeza de morte em questão de tempo, mas, agora, a pessoa consegue conviver com HIV”, completou o médico.

O tratamento é contínuo por toda a vida do paciente.

 

HIV tem sintomas?

De acordo com dr. Jhonny “a AIDS é uma fase avançada do HIV, que a gente chama de síndrome da imunodeficiência adquirida”. A AIDS só vai acontecer quando o paciente não recebe o tratamento adequado ou quando não o segue. 

Na fase mais avançada do HIV, ele pode apresentar sintomas, como infecções recorrentes e raras, como pneumonia por fungos, por exemplo. 

Outro caso típico de sintomas é no início da fase aguda, com a conhecida “doença do beijo”, que gera amigdalite, lesões de pele, febre e dor abdominal pelo aumento do baço e do fígado. “O HIV pode fazer isso no início da fase aguda”, afirmou. Posteriormente, esses sintomas podem sumir e uma fase secundária ter início com a inflamação e aumento de tamanho das ínguas do corpo. 

Ao mesmo tempo, a doença pode nunca manifestar sintomas. Por isso, é importante que, periodicamente os testes rápidos de IST e DST sejam feitos. Segundo dr. Jhonny, “a transmissão do HIV ocorre via sexual por contato com sangue contaminado ou de maneira transversal, de mãe para filho”.

 

Testes rápidos

As unidades básicas de saúde contam com testes para HIV, sífilis, hepatite B e hepatite C. “É o método mais rápido. A gente vai dar o diagnóstico de HIV quando se tem dois testes rápidos confirmando a doença, ou a gente ainda pode ter teste imuno-histoquímico mais uma carga viral para quantificar o HIV”, explicou o médico.

Ele ainda alerta que, com o melhoramento dos métodos anticoncepcionais, existe um descuido com as doenças e infecções sexualmente transmissíveis. “São doenças que estão tendo prevalência um pouco maior nos últimos anos, principalmente a sífilis. Mas o HIV, fazemos diagnósticos todos os anos em Ituporanga”, finalizou dr. Jhonny.

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