Mesmo distante fisicamente, em Brasília, a catarinense Ketrin Raitz segue acompanhando de perto as pautas que impactam diretamente os produtores rurais da região produtora de cebola e de todo o agronegócio brasileiro.
Segundo Ketrin, o ambiente no Congresso Nacional é marcado por disputas de interesses e decisões que nem sempre favorecem quem produz no campo. Com raízes no agro, ela afirma que muitas imposições vindas de Brasília acabam sendo difíceis de aceitar por quem vive a realidade da lavoura.
“Brasília é um caldeirão de interesses. Às vezes a gente tenta trazer notícias mais positivas, mas muitas decisões acabam indo na contramão do produtor rural”, destacou.
Ketrin explicou que, embora existam regimentos internos na Câmara dos Deputados e no Senado, na prática esses trâmites nem sempre são seguidos à risca, já que presidentes das Casas têm autonomia para acelerar ou travar projetos, conforme conveniências políticas. Um exemplo citado foi o projeto dos safristas, que ficou mais de um ano parado no Senado, mesmo após aprovação na Câmara.
Nesse contexto, ela destacou o papel decisivo da Frente Parlamentar Agropecuária, considerada hoje a principal força de defesa do agronegócio dentro do Congresso. Segundo Ketrin, a atuação organizada da Frente mudou o cenário nos últimos anos. “Hoje existe alinhamento, discurso único e embasamento técnico. Isso faz toda a diferença na hora de votar projetos importantes para o agro”, explicou.
Ela também ressaltou a importância do Instituto Pensar Agro, que reúne dezenas de entidades do setor e fornece suporte técnico à Frente Parlamentar, ajudando a construir posições claras e estratégicas.
Para Ketrin, o produtor rural também precisa estar atento ao processo político, especialmente em anos eleitorais. “Não adianta reclamar depois. É fundamental votar em parlamentares que defendem a bandeira do agro, participam das comissões e estão presentes nas discussões”, alertou.
Mesmo diante de um governo considerado pouco alinhado ao setor produtivo, Ketrin avalia que a Frente Parlamentar Agropecuária tem sido fundamental para garantir resistência, diálogo e informação qualificada. “Ninguém aprova nada sozinho. O agro só avança quando atua de forma organizada, coletiva e com estratégia”, concluiu.
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