Saúde

Ituporanga registra 95 novos casos de câncer em 2025; Colo de útero lidera lista

Levantamento da Secretaria de Saúde mostra que o tempo máximo de espera por consulta oncológica é de 54 dias.

Ituporanga registra 95 novos casos de câncer em 2025; Colo de útero lidera lista Outubro Rosa. Foto: Reprodução / PGE Mato Grosso do Sul

Um levantamento da Secretaria de Saúde de Ituporanga apontou que, entre janeiro e setembro deste ano, 95 pacientes foram diagnosticados com algum tipo de câncer no município.

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Os dados integram o sistema nacional de regulação (SISREG), responsável por autorizar as consultas oncológicas. O tempo máximo de espera registrado entre o pedido e a autorização da consulta foi de 54 dias.

Segundo a secretária de Saúde, Aline de Abreu Postais, o fluxo de atendimento inicia nas unidades básicas, onde o paciente deve apresentar biópsia, exames e encaminhamento médico. “Após a inserção no sistema estadual, o caso é direcionado ao hospital de referência em Rio do Sul, onde ocorrem as consultas e o início do tratamento”, explicou.

 

Câncer de colo de útero lidera entre os diagnósticos

De acordo com o levantamento, o câncer de colo de útero é o tipo mais frequente em Ituporanga, com 19 pacientes confirmados por biópsia. Na sequência, aparecem casos de pele (17), cirurgias gerais como pâncreas, rins e fígado (11) e próctologista (12). Também foram identificados casos nas áreas de hematologia (5), cabeça e pescoço (4), urologia (4), ortopedia (4), torácica (7), crânio e neurocirurgia (7) e pediatria (3).

A secretária reforça a importância dos exames preventivos, especialmente para mulheres. “O diagnóstico precoce é essencial. Quanto antes identificamos uma neoplasia, maiores são as chances de cura”, afirmou.

 

Atendimento e tratamento

Atualmente, 16 pacientes realizam tratamento de radioterapia em unidades de referência. A Secretaria Municipal de Saúde oferece transporte, suporte em exames e orientações para os pacientes e familiares.

Aline também orienta que casos leves ou consultas de rotina sejam encaminhados às unidades básicas de saúde, deixando o hospital para situações de urgência. “Mesmo com espaço reduzido durante reformas, o Hospital Bom Jesus segue garantindo o atendimento a quem realmente precisa”, completou.

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