Saúde

Hospital Regional de Rio do Sul reduz mortalidade infantil e destaca avanços no cuidado a prematuros durante o Novembro Roxo

UTI Neonatal do Alto Vale apresenta índices abaixo da média nacional.

Hospital Regional de Rio do Sul reduz mortalidade infantil e destaca avanços no cuidado a prematuros durante o Novembro Roxo UTI Neonatal do HRAV. Foto: Vanessa Montibeller

O mês de novembro marca a campanha Novembro Roxo, dedicada à conscientização sobre a prematuridade. Em 2025, o slogan “Garanta aos prematuros começos saudáveis para futuros brilhantes” reforça a importância de prevenir partos prematuros e garantir atendimento especializado às crianças que chegam antes do tempo. Em Rio do Sul, o Hospital Regional se destaca com avanços estruturais, redução de indicadores e práticas de humanização que têm transformado a realidade das famílias atendidas.

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A médica chefe da UTI Pediátrica e Neonatal, doutora Marlou Dalri , explica que a prematuridade é um problema global de saúde pública, com índices que variam entre 10% e 12% dos nascimentos em diversos países. No Brasil, cerca de 300 mil bebês nascem prematuros todos os anos. No Alto Vale, a taxa segue a mesma tendência, oscilando entre 11% e 12%. Segundo ela, muitas causas podem ser evitadas com acompanhamento adequado durante o pré-natal.

Entre os fatores que elevam o risco estão hipertensão, diabetes, infecções, tabagismo, alterações anatômicas do útero e outras condições maternas. Quando diagnosticado precocemente, o risco pode ser reduzido com uso de corticoide, sulfato de magnésio e monitoramento constante. “O ideal seria evitar a prematuridade, mas quando isso não é possível, precisamos preparar o bebê e garantir acesso a uma UTI neonatal equipada desde o primeiro minuto de vida”, destaca a médica.

O Hospital Regional em Rio do Sul é referência no atendimento neonatal e vem implementando melhorias significativas. Um dos avanços é o uso do Bubble CPAP, modalidade de ventilação não invasiva que diminui a necessidade de intubação, reduz o tempo de internação e melhora o desenvolvimento respiratório dos recém-nascidos. O trabalho rendeu à equipe um prêmio em São Paulo e será apresentado no Congresso Brasileiro de Perinatologia.

Outro destaque é a Enfermaria Canguru, que permite contato pele a pele entre mãe e bebê 24 horas por dia. A técnica fortalece o vínculo, melhora a amamentação, acelera o ganho de peso e contribui para uma alta mais rápida e segura. O hospital também oferece alojamento para mães de outras cidades e suporte psicológico, social e multiprofissional.

Os resultados aparecem nos indicadores. Enquanto a taxa nacional de mortalidade infantil é de 12,5 óbitos por mil nascidos vivos, o hospital alcançou índice de 8,09, bem abaixo da média brasileira. A taxa de prematuridade também ficou um pouco menor que a nacional, fechando em 11,6% nos últimos dois anos. Os números incluem bebês nascidos na instituição e os que chegam transferidos de outros municípios da região.

Para a doutora Marlou, o desafio envolve não apenas tecnologia e atendimento, mas acolhimento às famílias que enfrentam longos períodos de internação e forte impacto emocional. “Nenhuma mãe espera um parto prematuro. Por isso, precisamos cuidar do bebê, mas também da mãe e da família, oferecendo segurança, informação e apoio”, afirma.

Durante todo o mês, o Hospital Regional reforça ações de orientação para gestantes e familiares, destacando que a prevenção começa com o pré-natal e com o acesso à estrutura adequada para garantir um início de vida saudável aos prematuros do Alto Vale.

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