Após reclamações de ouvintes sobre cobranças por curativos e aplicações de medicamentos no Pronto Socorro, o Hospital Bom Jesus de Ituporanga esclareceu como funciona o atendimento nesses casos. Segundo o administrador do Hospital Bom Jesus, Fabiano Amorim, o Sistema Único de Saúde (SUS) não repassa recursos para procedimentos considerados não urgentes, o que obriga o hospital a cobrar pelos custos operacionais.
SUS cobre urgência e emergência
De acordo com Fabiano Amorim, o hospital é filantrópico e mantém os serviços por meio de repasses do SUS, apoio das prefeituras, convênios e atendimentos particulares. No entanto, o contrato com o sistema público prevê apenas urgências e emergências no Pronto Socorro.
“Nós somos contratados pelo SUS para fazer urgência e emergência. Aplicações e curativos prescritos por médicos particulares não entram nessa classificação”, explica. Segundo ele, nesses casos, o atendimento pode ser buscado gratuitamente nas Unidades Básicas de Saúde, principalmente durante o horário regular de funcionamento.
Uso de material próprio é exigência sanitária
Outro ponto destacado pelo administrador é que todo procedimento realizado no hospital precisa utilizar material próprio da instituição, o que gera custo. “Não podemos usar seringa, agulha ou material trazido de fora. Isso é uma exigência da Vigilância Sanitária, para garantir controle e rastreabilidade”, afirma. O mesmo vale para curativos. “Gaze estéril, materiais e insumos precisam seguir os protocolos do hospital”, completa.
Quando não há cobrança no Pronto Socorro
Fabiano Amorim ressalta que, quando o paciente passa por atendimento de urgência no próprio hospital, a cobrança não ocorre. “Se a pessoa chega com um corte, precisa de sutura e curativo, isso é urgência e o hospital consegue cobrar do SUS”, esclarece. Já procedimentos indicados por médicos particulares, sem caráter emergencial, não são reembolsados pelo sistema público.
Ouça a reportagem de Berta Thiesen:
Imagem Ilustrativa / curativo. Foto: Reprodução / Vuelo Pharma