O atraso na coleta de resíduos registrado recentemente em alguns municípios do Alto Vale, incluindo Ituporanga, não é um problema isolado. A afirmação é da gerente de Meio Ambiente do Cisamavi, Sandra Bezerra Loffi Petry, que esclareceu, em entrevista à Sintonia, como funciona o sistema consorciado de resíduos e quais projetos estão em andamento para melhorar o serviço em toda a região.
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Ela explicou que o Alto Vale possui o Consórcio Cisamavi, responsável por coordenar ações ambientais que incluem o gerenciamento de resíduos sólidos. No entanto, municípios como Ituporanga e Ibirama estão atualmente conveniados ao Cinvi, consórcio do Médio Vale, responsável por encaminhar o lixo para o centro de tratamento localizado em Timbó.
Segundo a gerente Sandra, essa flexibilidade é permitida até que a região do Alto Vale tenha sua própria estrutura definitiva.
Projeto de usina de tratamento avança, mas exige investimento
Um dos principais projetos em desenvolvimento é a implantação de uma usina de tratamento de resíduos no Alto Vale, acompanhada de um aterro sanitário regional. O objetivo é deixar de apenas enterrar o lixo e passar a gerar energia e receita a partir dele.
“Hoje estamos pulando a etapa do tratamento. Estamos enterrando algo que tem valor econômico”, destacou. A usina deverá reduzir custos dos municípios com envio de resíduos ao aterro sanitário, além de transformar parte dos materiais em energia ou insumos reaproveitáveis. Apenas o lodo final terá como destino o aterro.
Alto Vale já conta com programa estruturado de logística reversa
Outro ponto enfatizado foi o avanço do programa Penso, Logo Destino vigente em 27 municípios da região, que inclui coleta de:
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eletrônicos
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lâmpadas
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pneus
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pilhas e baterias
Todos os municípios receberam recentemente seus coletores oficiais. “Hoje não existe mais desculpa para descarte irregular. Os materiais têm destino correto e seguro”, afirmou.
A orientação é que moradores procurem a Vigilância Sanitária ou a Secretaria de Agricultura e Meio Ambiente para saber os pontos de entrega.
População também pode colaborar
A gerente reforçou que o momento exige adaptação e compreensão. “É muito fácil colocar o lixo na calçada e esperar que tudo se resolva. Mas por trás disso há coleta, transporte, mão de obra e destino final”, explicou.
Ela ainda lembrou que a Cooperativa de Recicladores, localizada no bairro Vila Nova, está aberta para receber materiais da coleta seletiva diretamente da comunidade. “Se eu tenho cinco, seis sacolas de recicláveis em casa, posso levar até lá. Não moramos em uma cidade tão grande que isso se torne impossível.”
Foto: Prefeitura de Ituporanga