Justiça

Ex-vereador do Alto Vale é condenado a quase 30 anos por homicídio motivado por aposta nas eleições presidenciais

Júri em Presidente Getúlio acatou denúncia do Ministério Público; crime ocorreu após discussão política em bar da cidade.

Ex-vereador do Alto Vale é condenado a quase 30 anos por homicídio motivado por aposta nas eleições presidenciais Ex-vereador é condenado por homicídio e duas tentativas de homicídio em Dona Emma. Foto: MPSC

Um ex-vereador de Dona Emma foi condenado a 29 anos, 6 meses e 20 dias de prisão em regime fechado por homicídio qualificado e duas tentativas de homicídio. O julgamento ocorreu nesta quinta-feira, 11, no Tribunal do Júri em Presidente Getúlio, e teve duração de quase 15 horas.

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Crime após discussão política

O caso aconteceu em novembro de 2022, em um bar no centro de Dona Emma, durante uma discussão sobre política motivada por uma aposta de R$ 5 mil no resultado das eleições presidenciais. Armado com a mesma faca que havia usado para abater um porco horas antes, o então vereador de 47 anos atacou três pessoas. Uma delas morreu no local e outras duas sobreviveram após atendimento médico.

Segundo o Promotor de Justiça Lucas Carvalho Mattiola, que conduziu a acusação, “um desentendimento político jamais pode justificar a violência. Essa condenação mostra que a sociedade não tolera crimes motivados por ódio, e que o Ministério Público seguirá firme na defesa da vida e da democracia”.

 

Réu permaneceu foragido até o julgamento

Mesmo denunciado pelo Ministério Público em 2022, o ex-vereador não havia sido localizado e permaneceu foragido até a data do julgamento. Ele perdeu o mandato por faltas injustificadas às sessões da Câmara Municipal. “Um homem que trabalhava com leis deveria saber que, se fosse realmente inocente como afirmava, teria meios para provar sua inocência. No entanto, optou por ficar foragido por quase três anos”, afirmou o Promotor de Justiça durante o júri.

O crime abalou a cidade de pouco mais de quatro mil habitantes. A vítima fatal deixou esposa grávida e um filho de apenas um ano. Durante o julgamento, a Promotora de Justiça Cassilda Maria De Carvalho Santiago Dallagnolo reforçou que a decisão tem um peso simbólico para a região. “Fica um recado muito importante para toda a comarca, no sentido de que o Ministério Público está vigilante a todo e qualquer crime e que não compactua com esse tipo de comportamento, independentemente de quem seja o réu”, afirmou.

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