Educação

Estudar com ChatGPT: oportunidade ou ameaça? Saiba como usar a IA a favor da educação

ChatGPT desafia professores a comprovarem autoria e aprendizado de alunos

Estudar com ChatGPT: oportunidade ou ameaça? Saiba como usar a IA a favor da educação Imagem Ilustrativa / Pesquisa no ChatGPT. Foto: Matheus Bertelli / Pexels

 

O uso de ferramentas de inteligência artificial, como o ChatGPT, vem se tornando frequente no ambiente escolar. Embora a tecnologia amplie o acesso à pesquisa, educadores alertam para os riscos da automatização, que pode comprometer a aprendizagem.

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Segundo o professor de ferramentas de IA da C5 Educ, Jeancarlo Souza, trabalhos entregues apenas no formato tradicional já não garantem que o aluno realizou o estudo de forma autônoma. “Um trabalho hoje entregue para um aluno não tem valor, porque eu não sei se ele desenvolveu, pesquisou ou se tudo foi gerado por IA”, explica o professor.

 

Estratégias para validar o conhecimento dos estudantes

Diante desse cenário, Jeancarlo adota uma metodologia combinada para assegurar que o aluno realmente compreendeu o conteúdo. Ele apresenta a matéria, solicita um trabalho sobre o tema e, no  mesmo dia da entrega, aplica uma prova objetiva. “Eu comparo o trabalho e a prova para ver se ele de fato estudou, leu e se preparou”, afirma.

A apresentação oral também faz parte do processo para confirmar apropriação do conhecimento. Assim, o professor utiliza diferentes etapas para identificar se o estudante apenas utilizou a IA ou se internalizou o conteúdo.

 

IA como apoio, não como atalho

Ao orientar os alunos sobre o uso responsável da inteligência artificial, Jeancarlo reforça que a ferramenta deve servir como apoio e não como substituta do esforço individual. Para ele, a eficiência depende da forma como o estudante constrói suas solicitações. “O preguiçoso com IA continua sendo preguiçoso, porque usa prompts genéricos e tem resultados fracos”, afirma.

O professor explica que, quando bem utilizada, a tecnologia potencializa habilidades já desenvolvidas e otimiza o tempo. “A IA deve ser uma alavanca, não uma muleta. Ela ajuda a melhorar o que já sabemos fazer e acelera tarefas repetitivas”, completa.

A recomendação final é clara: estudantes e profissionais devem empregar a IA para ampliar criatividade, melhorar processos e aprofundar conhecimentos. Jeancarlo acredita que, com orientação adequada, a tecnologia pode contribuir para que alunos usem o tempo de forma estratégica, dedicando-se às atividades que realmente exigem raciocínio e reflexão.

 

Ouça a reportagem de Berta Thiesen.

 

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