Para quem está buscando emprego e ainda não foi chamado para entrevistas, o problema pode estar no currículo. Segundo a gestora de Recursos Humanos da Proaço, Lucélia Ourique, muitos candidatos erram justamente por excesso de informações irrelevantes ou falta de dados importantes.
Entre os pontos destacados por Lucélia estão:
• - Currículos devem ser sem foto;
• - Evitar dados como CPF e RG;
• - Informar período de cada experiência, com mês e ano;
• - Incluir atividades realizadas em cada cargo;
• - Evitar cores, a menos que o candidato atue em áreas criativas como marketing;
• - Priorizar dados básicos: nome, telefone correto, e-mail, cidade e LinkedIn.
Conforme ela explica, “o visual simples ajuda o recrutador a focar no conteúdo. O RH também tem seus filtros e, infelizmente, a aparência ainda pode gerar julgamentos injustos”.
LinkedIn atualizado é essencial para crescer na carreira
Além de um bom currículo, o LinkedIn se tornou indispensável para profissionais de todas as áreas. A rede funciona como um currículo online, mas precisa ser ativa e atualizada com frequência.
Lucélia orienta:
• - Usar uma foto profissional e de boa qualidade;
• - Fazer conexões com empresas e profissionais da área de interesse;
• - Seguir empresas dos sonhos e interagir com publicações;
• - Escrever um resumo objetivo da carreira e manter as experiências atualizadas.
Segundo ela, headhunters buscam talentos diretamente pela plataforma, inclusive para vagas remotas. Por isso, manter o perfil relevante pode abrir portas que nem sempre são divulgadas em sites comuns de emprego.
Empresas também devem usar o LinkedIn como vitrine interna
Para as empresas, o LinkedIn é uma ferramenta poderosa para mostrar a marca empregadora. Ou seja, é ali que os colaboradores em potencial verificam o ambiente de trabalho antes mesmo de se candidatar a uma vaga.
Dentre as ações recomendadas, Lucélia destaca:
• - Publicar sobre aniversariantes do mês;
• - Compartilhar ações internas como campanhas de saúde ou treinamentos;
• - Postar fotos reais do time, com nomes e funções;
• - Incentivar os funcionários a escreverem artigos ou depoimentos curtos.
“As pessoas procuram o que o site institucional não mostra. Querem saber se vale a pena trabalhar ali, como são tratados, se há reconhecimento e respeito”, afirma.
Para que essas práticas se mantenham consistentes, o endomarketing precisa deixar de ser opcional. Isso significa investir em comunicação interna, valorização dos colaboradores e ações que gerem pertencimento.
Lucélia é direta: “Não tem mais espaço para empresas que ignoram a cultura interna. Endomarketing não é custo, é investimento. Ele fortalece a reputação da empresa e, com o tempo, gera resultados muito melhores.”
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