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Epagri projeta safra desafiadora de milho e soja em Santa Catarina

Produtividade em alta nos últimos anos contrasta com custos elevados de insumos e desafios climáticos para o plantio de soja e milho.

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Epagri projeta safra desafiadora de milho e soja em Santa Catarina Plantação de milho - Foto: Mais Agro

Santa Catarina aproxima-se do início de mais uma safra de verão, com foco na produção de grãos como soja e milho. O estado registra um ritmo crescente de produtividade nos últimos anos, impulsionado por resultados expressivos nas temporadas anteriores, embora os produtores enfrentem novos cenários econômicos e climáticos.

O calendário de plantio tem início nas próximas semanas em regiões de menor altitude, como o Extremo Oeste e o Sul catarinense. No entanto, o setor produtivo convive com margens pressionadas pelos preços praticados no primeiro semestre e pela recente alta nos custos de fertilizantes e insumos agrícolas.
Produtividade recorde nas safras recentes

O analista socioeconômico da Epagri e do Cepa, Aroldo Tavares, destacou que as duas últimas safras figuram entre as melhores da série histórica catarinense. No caso do milho, a produtividade chegou próxima a nove toneladas e meia por hectare, enquanto a soja também apresentou volumes significativos.

Apesar do histórico positivo, o cenário para o novo ciclo exige cautela devido à volatilidade do mercado internacional. Segundo o analista “o produtor, ele hoje está é bastante apreensivo com a questão do El Niño”, ressaltando também o impacto nos fertilizantes gerado por conflitos internacionais.

Desafios climáticos e influência do El Niño

Os efeitos do fenômeno El Niño representam outro obstáculo relevante para a semeadura, provocando períodos prolongados de chuva e excesso de umidade nos solos. A dificuldade para o tráfego de maquinário nas lavouras exige planejamento estratégico por parte dos agricultores.

Para mitigar os riscos associados ao clima, a recomendação técnica reforça a obediência rigorosa ao Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC) da Embrapa. De acordo com o analista socioeconômico da Epagri e do Cepa, Aroldo Tavares, a adoção de práticas conservacionistas tem sido fundamental: “Os agricultores vêm fazendo proteção do solo, plantio direto, cobertura vegetal, os terraceamentos, proteção do solo, conservação do solo”.

A expectativa do setor é que, mesmo diante das adversidades com os insumos e o clima, o comportamento dos preços no segundo semestre traga maior estabilidade financeira aos produtores catarinenses.

Ouça a reportagem de Josué Eger:

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