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Engenheiro agrônomo recomenda venda escalonada para ajudar na precificação da cebola

Boa produtividade em Santa Catarina amplia oferta; Estratégia busca diluir vendas e reduzir pressão no mercado.

Engenheiro agrônomo recomenda venda escalonada para ajudar na precificação da cebola Venda escalonada pode ajudar no preço da cebola. Foto: Paulo Henrique dos Santos / Sintonia FM

Com a colheita da safra de cebola em fase final, produtores do Alto Vale do Itajaí enfrentam um cenário de preços pressionados pela alta oferta. Diante disso, a orientação técnica é adotar a venda escalonada como forma de contribuir para uma melhor precificação do produto ao longo dos próximos meses, especialmente quando há possibilidade de armazenamento.

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A recomendação foi apresentada pelo engenheiro agrônomo da Cravil, Neimar Willemann, ao analisar o comportamento recente do mercado e as perspectivas para a safra atual.

Safras recentes explicam cenário de preços

Segundo o engenheiro agrônomo, as últimas safras ajudam a entender o momento vivido pelo setor. “Se a gente faz uma retrospectiva das safras 23/24, tivemos muita chuva e produção menor em Santa Catarina, o que resultou em preços mais interessantes”, explicou.

Já na safra seguinte, o clima favoreceu o desenvolvimento das lavouras. “Na safra 24/25, tivemos produção e produtividade maiores, e o ano passado já apresentou dificuldades de preço”, afirmou. Para a safra 25/26, que está em fase de encerramento da colheita, Neimar destaca um aumento de área cultivada aliado a boas produtividades na maioria das propriedades.

Cebola tem demanda inelástica

O engenheiro agrônomo explica que a cebola possui uma característica específica de consumo. “A cebola tem uma demanda inelástica. Isso significa que o consumo varia muito pouco, mesmo quando o preço cai”, disse. Segundo ele, mesmo com preços mais baixos, o consumo não aumenta na mesma proporção. “Se a cebola custa três, dois ou um real, não se consome muito mais por causa disso. Então, com maior disponibilidade de produto, o cenário de preço tende a ser menos favorável”, analisou.

Uma das alternativas apontadas é o armazenamento da cebola por um período maior. “Se o produtor consegue armazenar e estender a comercialização até abril ou maio, ele abre um mês a mais de venda. Em um ano de 12 meses, isso representa quase 10%”, explicou. A expectativa, segundo Neimar, é que esse alongamento no período de oferta possa permitir alguma recuperação de preços. “Talvez o valor melhore mais à frente. Essa é a expectativa”, pontuou.

Venda escalonada reduz riscos ao produtor

Diante desse cenário, a principal recomendação é não concentrar toda a venda em um único momento. “O produtor que tem boa produtividade e boa qualidade deve dividir ao máximo a comercialização”, orientou. Ele alerta para o risco de perder oportunidades. “Se concentrar a venda em um período, ele corre o risco de, na semana seguinte, o preço subir 20 ou 30% e ele não participar desse momento melhor”, afirmou.

Acompanhe a reportagem com Berta Thiesen: 

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