Economia

Empresas do Alto Vale devem sentir os efeitos do tarifaço de Trump

Na região, há metalúrgicas, madeireiras e indústrias do ramo alimentício que exportam para o mercado norte-americano.

Empresas do Alto Vale devem sentir os efeitos do tarifaço de Trump Divulgação/Reprodução

A nova tarifa imposta pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, com alíquota de ao menos 50%, já começou a afetar diretamente a economia nacional. A medida, que entra em vigor na próxima terça-feira (6), provocou recuo imediato nas exportações e colocou em alerta empresários de diversos setores, especialmente em Santa Catarina.

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Segundo o professor de Economia da Unidavi, Leucadio Meneghelli, empresas da região do Alto Vale já sentem o impacto. “As exportações estão sendo seguradas por importadores americanos, que aguardam os efeitos reais da medida. O efeito imediato foi uma paralisação nas compras”, afirmou.

Setores mais afetados no Alto Vale e possíveis consequências

O Alto Vale do Itajaí, com forte presença nos setores madeireiro, alimentício e metalúrgico, é uma das regiões mais expostas. Conforme o economista, o impacto se estende também a fornecedores locais que dependem da cadeia exportadora.

Além disso, a redução da demanda internacional pode gerar excesso de produção, queda nos preços e, em seguida, demissões. “Num primeiro momento, as empresas podem baixar o valor dos produtos. Mas a médio prazo, a tendência é aumentar os preços novamente, para equilibrar os custos. Isso pode levar a cortes de pessoal e redução de consumo”, explicou Meneghelli.

Negociações entre os governos tentam reverter cenário

Diante do cenário, o governo federal iniciou negociações com os Estados Unidos para tentar amenizar os efeitos da medida. “Já houve avanços em alguns setores, como suco de laranja e minérios, que foram retirados da lista tarifada. A expectativa é que esse diálogo continue”, disse o professor.

Meneghelli destaca que, caso não haja avanço nas tratativas, empresas brasileiras precisarão buscar novos mercados, um processo que exige tempo e investimentos. “É prudente que o governo atue com firmeza agora para minimizar o impacto no curto prazo.”

Impacto pode ser menor do que se imagina, diz economista

Apesar da gravidade, o professor acredita que a adoção da mesma estratégia tarifária por outros países, como a Venezuela, é pouco provável. “Vivemos em uma economia globalizada. Um país depende do outro, e o interesse maior é manter o equilíbrio, não gerar mais instabilidade”, avaliou.

Para Meneghelli, os efeitos do tarifáço ainda estão em andamento, mas o alerta está dado. “Estamos em um momento delicado, que exige atenção de governos e empresários. É preciso agir com estratégia para preservar empregos e manter a economia funcionando.”

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