Segurança

El Niño aumenta risco de enchentes no Alto Vale, alerta Coutinho

Fenômeno deve alterar padrão de chuva nos próximos meses e pode trazer impactos para cidades e agricultura de SC.

El Niño aumenta risco de enchentes no Alto Vale, alerta Coutinho Foto: Luana Amorim / NSC Total

O engenheiro agrônomo Ronaldo Coutinho afirmou que o El Niño já entrou em processo de formação no Oceano Pacífico e começa a provocar mudanças no comportamento do clima no Sul do Brasil.

Segundo ele, o fenômeno ocorre devido ao aquecimento acima da média das águas superficiais do oceano. “No caso do El Niño é quando fica mais quente. Ele já começou e está em patamar moderado”, explicou.

Mudança no padrão de chuva já começou

De acordo com Coutinho, os efeitos já são percebidos no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná.

Ele afirma que o padrão de chuva começou a mudar, com aumento da frequência e intensidade das precipitações. “No Rio Grande do Sul já teve locais com mais de 300 milímetros em abril. Em Santa Catarina o padrão também começou a mudar”, relatou.

Alto Vale deve ficar em alerta

O meteorologista alertou que o período de maior preocupação começa entre maio e junho e pode seguir até dezembro ou janeiro.

Questionado sobre o risco de enchentes no Alto Vale do Itajaí, Coutinho afirmou que a possibilidade é elevada. “O risco da gente vir a ter problemas, não uma enchente, várias enchentes, é de 80% a 90%”, disse.

Agricultura também pode sofrer impactos

O fenômeno também preocupa o setor agrícola da região. Segundo Coutinho, o excesso de chuva pode dificultar o manejo das lavouras, o controle de doenças e a entrada de máquinas no campo.

No caso da cebola, uma das principais culturas do Alto Vale, a umidade elevada e a nebulosidade podem prejudicar o desenvolvimento das plantas. “Fica mais escuro, com nebulosidade mais frequente, isso pode atrapalhar o controle das doenças”, explicou.

Inverno pode ser diferente do habitual

Apesar da influência do El Niño normalmente trazer inverno menos rigoroso, Coutinho avalia que 2026 pode apresentar comportamento diferente.

Isso ocorre por causa de uma área de águas frias na região da Bacia do Prata, que pode favorecer períodos de frio mais intenso.

Especialista pede atenção às previsões

O engenheiro agrônomo orienta a população e produtores rurais a acompanharem constantemente as previsões meteorológicas. “De agora para frente já tem que ficar bem atento nas previsões de curto prazo”, alertou.

Confira os detalhes na entrevista de João Sérgio:

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