Saúde

Dores de cabeça persistentes e alterações de visão podem indicar câncer no sistema nervoso central

Oncologista explica que diagnóstico precoce é essencial para o sucesso do tratamento e alerta sobre os sintomas que exigem atenção.

Dores de cabeça persistentes e alterações de visão podem indicar câncer no sistema nervoso central Dores de cabeça persistentes chamam atenção para a saúde do SNC. Foto: Andrea Piacquadio/ Pexels

O câncer do sistema nervoso central (SNC) pode se manifestar de diferentes formas e exige atenção aos sinais iniciais. A doença pode atingir o cérebro, o cerebelo e a medula espinhal, e é classificada em dois tipos: tumores primários, que se originam no próprio sistema nervoso, e secundários, que surgem como metástases de outros cânceres.

RECEBA NOTÍCIAS DE ITUPORANGA NO WHATSAPP

De acordo com a oncologista clínica, Dra. Danielle Brandes Zakon, os tumores benignos costumam crescer mais lentamente e podem ser tratados com cirurgia. Já os malignos evoluem com rapidez e requerem procedimentos combinados, como cirurgia, quimioterapia e radioterapia.

 

Sintomas mais comuns exigem atenção médica imediata

Entre os principais sintomas estão dores de cabeça contínuas, que pioram progressivamente e podem despertar o paciente durante a noite, além de náuseas, alterações na visão, na fala, no equilíbrio e na memória. A médica alerta que esses sinais não devem ser ignorados.

“Os sintomas variam conforme o local e a agressividade do tumor. Mas toda dor de cabeça persistente, associada a enjoo ou a mudanças neurológicas, precisa ser investigada”, explica a oncologista.

A especialista reforça que, diante de qualquer suspeita, o paciente deve procurar um clínico geral ou um neurologista, que solicitará exames específicos. O principal deles é a ressonância magnética de crânio com contraste, capaz de identificar a localização e o tipo provável do tumor.

 

Diagnóstico precoce e equipe multidisciplinar são fundamentais

O tratamento dos tumores do sistema nervoso central depende da avaliação de uma equipe multidisciplinar, formada por neurocirurgião, oncologista e radioterapeuta, além de profissionais de apoio como fisioterapeutas e psicólogos.

Segundo a médica, o neurocirurgião é o primeiro profissional a avaliar se o tumor é passível de remoção. “Quando o tumor é ressecável, a cirurgia é o primeiro passo, seguida pelos demais tratamentos complementares”, afirma.

A oncologista ressalta que o diagnóstico precoce continua sendo o principal fator para aumentar as chances de sucesso. “Quanto antes identificamos a doença, maiores são as possibilidades de resposta positiva ao tratamento e de preservação da qualidade de vida do paciente”, conclui.

Publicidade

Outras Notícias