O câncer do sistema nervoso central (SNC) pode se manifestar de diferentes formas e exige atenção aos sinais iniciais. A doença pode atingir o cérebro, o cerebelo e a medula espinhal, e é classificada em dois tipos: tumores primários, que se originam no próprio sistema nervoso, e secundários, que surgem como metástases de outros cânceres.
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De acordo com a oncologista clínica, Dra. Danielle Brandes Zakon, os tumores benignos costumam crescer mais lentamente e podem ser tratados com cirurgia. Já os malignos evoluem com rapidez e requerem procedimentos combinados, como cirurgia, quimioterapia e radioterapia.
Sintomas mais comuns exigem atenção médica imediata
Entre os principais sintomas estão dores de cabeça contínuas, que pioram progressivamente e podem despertar o paciente durante a noite, além de náuseas, alterações na visão, na fala, no equilíbrio e na memória. A médica alerta que esses sinais não devem ser ignorados.
“Os sintomas variam conforme o local e a agressividade do tumor. Mas toda dor de cabeça persistente, associada a enjoo ou a mudanças neurológicas, precisa ser investigada”, explica a oncologista.
A especialista reforça que, diante de qualquer suspeita, o paciente deve procurar um clínico geral ou um neurologista, que solicitará exames específicos. O principal deles é a ressonância magnética de crânio com contraste, capaz de identificar a localização e o tipo provável do tumor.
Diagnóstico precoce e equipe multidisciplinar são fundamentais
O tratamento dos tumores do sistema nervoso central depende da avaliação de uma equipe multidisciplinar, formada por neurocirurgião, oncologista e radioterapeuta, além de profissionais de apoio como fisioterapeutas e psicólogos.
Segundo a médica, o neurocirurgião é o primeiro profissional a avaliar se o tumor é passível de remoção. “Quando o tumor é ressecável, a cirurgia é o primeiro passo, seguida pelos demais tratamentos complementares”, afirma.
A oncologista ressalta que o diagnóstico precoce continua sendo o principal fator para aumentar as chances de sucesso. “Quanto antes identificamos a doença, maiores são as possibilidades de resposta positiva ao tratamento e de preservação da qualidade de vida do paciente”, conclui.
Dores de cabeça persistentes chamam atenção para a saúde do SNC. Foto: Andrea Piacquadio/ Pexels