O dia 27 de setembro marca o Dia Nacional do Doador de Órgãos, data que integra o movimento Setembro Verde, voltado à conscientização sobre a importância desse gesto que salva vidas. Em Santa Catarina, o assunto ganha ainda mais relevância, já que o estado é referência nacional em doações há cerca de 20 anos, com índices que seguem o modelo espanhol – considerado o mais eficiente do mundo.
O Hospital Regional de Rio do Sul acompanha esse desempenho e está entre os dez hospitais catarinenses com maior número de doações efetivadas. O coordenador de enfermagem da unidade, Thiago Leitzke, explica que o trabalho de acolhimento às famílias e a seriedade nos protocolos foram determinantes para esse resultado.
Segundo ele, a decisão de doar é sempre da família, mesmo quando a pessoa já havia manifestado em vida o desejo de ser doadora. Por isso, conversar sobre o tema dentro de casa é fundamental. “Quando esse assunto já foi discutido, o momento se torna menos difícil, e a escolha pode ser feita com mais segurança”, destacou.
Um único doador pode salvar até oito pessoas, com órgãos como coração, rins, fígado e pulmões, além de beneficiar muitos outros com tecidos, como as córneas. Para as famílias que decidem doar, estudos apontam que o luto tende a ser enfrentado de forma mais leve, pois a dor da perda se transforma em esperança para outras vidas.
Thiago ressalta ainda que o diagnóstico de morte encefálica segue protocolos rigorosos no Brasil, com exames clínicos e comprovação gráfica, garantindo total segurança e transparência. Ele lembra que informações equivocadas, como suspeitas de tráfico de órgãos ou favorecimentos em filas de transplante, não correspondem à realidade. Todo o processo é 100% realizado pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Neste Setembro Verde, a mensagem do Hospital Regional é clara: conversar sobre doação de órgãos em casa faz a diferença e pode salvar muitas vidas.
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