Neste 3 de outubro, é celebrado o Dia Nacional da Abelha. A data chama a atenção para o papel essencial desses insetos na manutenção do equilíbrio ambiental e na produção de alimentos. O engenheiro agrônomo Carlos Alberto dos Santos, produtor de rainhas e com mais de 40 anos de experiência em apicultura em Bom Retiro, explica que cerca de 70% dos alimentos consumidos dependem da polinização por insetos.
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“Na história natural do planeta, a polinização foi um passo biológico fundamental para a formação da estrutura de vida que temos hoje. Sem ela, a dispersão genética das plantas seria muito limitada”, afirmou.
Economia regional depende das abelhas
Além do meio ambiente, a apicultura e a polinização também geram impactos diretos na economia. Segundo o engenheiro agrônomo, culturas como maçã e pera, comuns na região do Vale do Itajaí, necessitam da ação das abelhas para alcançar bons resultados.
“O trabalho das abelhas não se resume ao mel. Ele se reflete em toda a cadeia produtiva, já que o investimento anual nas lavouras depende da qualidade da polinização”, explicou.
Desafios e preservação das espécies
Sobre o debate a respeito da redução das populações, Santos afirma que há desinformação. Ele explica que as abelhas melíferas, utilizadas na produção de alimentos, estão em crescimento, pois existem tecnologias que permitem a multiplicação dos enxames.
Já as espécies sem ferrão, conhecidas como abelhas indígenas, sofrem maior ameaça. “Essas abelhas vivem na natureza e muitas vezes desaparecem sem registro. Cada espécie poliniza flores específicas, o que impacta diretamente a biodiversidade”, alertou.
Mensagem de preservação
Para a sociedade, o engenheiro agrônomo defende ações educativas e de aproximação com as abelhas nativas. “Essas espécies podem ser criadas em praças, escolas e jardins, trazendo as pessoas para mais perto da natureza. Trabalhar com elas é uma forma de semear um futuro mais comunitário”, concluiu.
Dia Nacional da Abelha. Foto: Pixabay/Pexels