Política

Dia do Vereador: presidente da Câmara de Ituporanga fala sobre as funções e desafios do cargo

Sandra Clasen destaca que a atuação do parlamentar, vai além dos pedidos de melhorias e envolve gestão, proposições e contato direto com a comunidade.

Dia do Vereador: presidente da Câmara de Ituporanga fala sobre as funções e desafios do cargo Foto: Arquivo/Rádio Sintonia

Nesta quarta-feira, 1º de outubro, é comemorado o Dia do Vereador. Em Ituporanga, a presidente da Câmara de Vereadores, Sandra Clasen, destacou a importância da data e explicou o papel do parlamentar na sociedade.

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Segundo ela, a função do vereador muitas vezes é associada apenas a pedidos de melhorias, mas a atuação é muito mais ampla. “O papel do vereador vai muito além disso. Muitas vezes nós repassamos as demandas ao secretário responsável ou ao prefeito, mas também sugerimos resoluções e projetos de lei que podem trazer melhorias para a comunidade. O vereador é, acima de tudo, um ouvinte das pessoas”, afirmou.

Rotina e funções da presidência

Sandra Clasen também falou sobre sua rotina, conciliando a profissão de professora com a presidência da Câmara. “Sou professora efetiva da rede municipal há quase 34 anos e, além disso, como presidente da Câmara, faço a gestão administrativa, financeira e de pessoal. Saio da escola e vou direto para a Câmara, todos os dias, no período da tarde e início da noite. Isso exige dedicação e, muitas vezes, acabo deixando um pouco de lado a função própria de vereadora para exercer o papel de gestora”, explicou.

A Câmara de Ituporanga conta com 11 vereadores e uma mesa diretora, formada por presidente, vice-presidente, primeiro e segundo secretários. Cada cargo tem atribuições específicas durante as sessões e na condução dos trabalhos legislativos.

Importância das comissões

Outro destaque levantado por Sandra foi o funcionamento das comissões. Cada vereador deve participar de, no mínimo, duas delas. A mais importante, segundo a presidente, é a Comissão de Constituição e Justiça. “Todos os projetos passam pela CCJ, que analisa a legalidade e a constitucionalidade. Se o projeto não for constitucional, ele não segue para as demais comissões. Caso contrário, é encaminhado de acordo com o tema, como orçamento, infraestrutura ou educação”, explicou.

Além dos pareceres das comissões, cada projeto precisa de análise jurídica e, em alguns casos, também de parecer contábil.

Para Sandra Clasen, ser vereador é estar disponível o tempo todo para a comunidade. “O vereador é vereador em qualquer lugar: no trabalho, em casa, em eventos. É uma função de dedicação integral à sociedade”, finalizou.

Ouça os detalhes na reportagem de Jean Carlos:

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