O deputado federal Jorge Goetten protocolou uma representação no Tribunal de Contas da União (TCU) para que sejam apuradas possíveis irregularidades envolvendo o Banco Master. A medida ocorre após a liquidação da instituição, que levantou suspeitas de práticas contábeis e de operações com ativos sem lastro econômico, resultando em prejuízo de grande magnitude.
Segundo o parlamentar, o foco é evitar que perdas privadas atinjam o interesse coletivo: “O compromisso é com ações que produzam efeito concreto, preservem o patrimônio público e impeçam que prejuízos privados sejam transferidos à sociedade”, afirmou.
Investigação sobre rombo bilionário no Banco Master
Na representação, o deputado solicita que o TCU analise os fatos relacionados à condução das operações do Banco Master e avalie se houve falhas de governança e de controle. Além disso, o pedido busca verificar a exposição indireta de instituições públicas e de mecanismos de proteção financeira, como o Fundo Garantidor de Créditos, a estruturas consideradas de alto risco.
“O país precisa de decisões técnicas e fiscalização efetiva. É isso que buscamos ao acionar o órgão competente”, declarou Goetten.
Uso de títulos ligados ao BESC levanta alerta
Outro ponto central envolve a circulação de títulos associados ao Banco do Estado de Santa Catarina, incorporado pelo Banco do Brasil em 2008. Embora esses ativos não componham automaticamente o patrimônio do Banco do Brasil, o deputado aponta que sua utilização em operações privadas pode ter transmitido uma aparência de garantia pública.
Para o parlamentar, esse cenário amplia o risco. “Quando papéis vinculados a um banco público histórico são usados de forma inadequada, o impacto deixa de ser restrito ao setor privado”, disse.
TCU avaliará governança e possíveis responsabilidades
A representação pede que o TCU examine a suficiência dos mecanismos de controle adotados por instituições sob sua jurisdição e considere medidas para evitar a socialização de prejuízos. Também solicita a apuração de eventuais responsabilidades de gestores públicos envolvidos.
Ao concluir, Jorge Goetten afirmou: “Fiscalizar é agir onde o resultado aparece. Utilizamos os instrumentos corretos para garantir transparência, responsabilidade e respeito ao dinheiro do contribuinte”.
Deputado Jorge Goetten. Foto: ASCOM / Jorge Goetten