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Debate sobre a consciência negra ganha destaque em Ituporanga com ações em escolas e comunidade

Associação Consciência Negra Idalina desenvolve palestras, oficinas e atividades formativas que reforçam a educação antirracista.

Debate sobre a consciência negra ganha destaque em Ituporanga com ações em escolas e comunidade Ações de conscientização são realizadas em escolas. Foto: Associação Consc. Negra Idalina

O mês de novembro reforça em todo o país a pauta da consciência negra, mas em Ituporanga esse debate já ultrapassa o calendário. A Associação Consciência Negra Idalina, em parceria com a Secretaria Municipal de Cultura, tem intensificado ações em escolas e espaços públicos, com foco na educação antirracista, na valorização da ancestralidade e no combate ao preconceito.

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Para explicar a importância desse trabalho, o presidente da Associação, João Olívio, que também atua como agente regional da Política Nacional de Equidade para Relações Étnico-Raciais, destaca que as atividades incluem palestras, formações e oficinas em unidades municipais e estaduais. O objetivo é fortalecer políticas antirracistas e ressaltar que a escola tem papel central na desconstrução das desigualdades.

Durante as formações, temas como o significado de Sankofa, símbolo da cultura Akan de Gana, ajudam estudantes a entender a importância de olhar para o passado para construir um futuro mais justo. As oficinas abordam história e cultura africana, jogos tradicionais, produção criativa e elementos da Lei 10.639, que determina o ensino da cultura afro-brasileira nas escolas.

João lembra que ainda há muito desconhecimento sobre o continente africano e suas contribuições — desde avanços em engenharia, metalurgia e matemática até registros de uso de arado e instrumentos cirúrgicos muito anteriores à era cristã. Segundo ele, “conhecer essa história é fundamental para romper estereótipos e valorizar saberes que formam a sociedade brasileira”.

O presidente da Associação reforça que o combate ao racismo precisa ser permanente. Ele lembra que o Brasil reconhece o racismo como crime inafiançável e que ainda são visíveis os impactos do racismo estrutural em indicadores de violência, desemprego e oportunidades. Por isso, a formação de jovens e o trabalho contínuo nas escolas são essenciais.

As ações do Novembro Negro culminam no dia 20 de novembro, data que marca a memória de Zumbi dos Palmares, com uma programação especial na Casa da Cultura: oficinas, feira empreendedora, roda de pagode. A agenda reforça o compromisso em promover diálogo, educação e respeito às diferenças.

 

Ouça a reportagem de Jean Carlos.

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