O engenheiro agrônomo Daniel Schmidt, de 63 anos, foi homenageado com a Medalha Alice Petrelli, uma das principais condecorações do serviço público catarinense. A medalha reconhece servidores e profissionais com trajetória de destaque no Estado. Schmidt completou 40 anos de atuação na Epagri, tornando-se um dos nomes mais influentes na evolução da cebolicultura em Santa Catarina.
A honraria leva o nome da primeira mulher aprovada em concurso público no Estado e é destinada a pessoas com serviços relevantes prestados ao governo e às autarquias catarinenses.
Uma vida dedicada ao desenvolvimento da agricultura regional
Formado em 1985, Schmidt iniciou sua carreira ainda na antiga ACAESC, ingressando por meio de processo seletivo. Ele relembra que um dos incentivadores foi o então prefeito de Ituporanga, Gervásio Maciel, com quem trabalhou durante a organização da primeira Festa Nacional da Cebola, em 1985.
Ao longo de quatro décadas, Daniel passou por diferentes regiões, mas sempre manteve forte ligação com o Alto Vale, especialmente com a cultura da cebola — setor no qual se tornou referência estadual. “Eu me dediquei muito ao trabalho voltado para a cebola. Por ser natural daqui, sempre imaginei que trabalharia na região. A estação experimental foi fundamental para criar variedades adaptadas ao nosso clima. Somos a única região do país com esse desenvolvimento específico”, destacou.
Ele lembrou também da evolução da produção: da antiga cebola crioula, com menor produtividade, ao avanço das variedades resultantes de pesquisa, tecnologia e armazenamento, o que hoje posiciona o Alto Vale como principal produtor de cebola do Mercosul.
Reconhecimento compartilhado com colegas e agricultores
Ao comentar a homenagem, Schmidt disse que recebeu a medalha em nome de todos os profissionais que contribuíram com seu trabalho ao longo dos anos. “Eu nunca fiz nada sozinho. Toda organização de dias de campo, cursos e atendimentos só foi possível graças à participação dos colegas da Epagri e dos extensionistas dos municípios. Dedico essa medalha a todos que trabalharam comigo nesses 40 anos.”
Entre 1.700 servidores elegíveis, ele foi escolhido pela representatividade do seu trabalho e pela projeção estadual que alcançou na área da cebolicultura.
Planos pessoais e possível retorno ao curso de Direito
Daniel também falou sobre o futuro. Ele não descarta voltar ao curso de Direito, que iniciou anteriormente, mas afirma que não pretende atuar como advogado. “Talvez eu volte para estudar, mas algo voltado à perícia. Quanto à política, não digo que nunca, porque tive três mandatos de vereador e foi uma experiência importante. Mas hoje não penso nisso.”
Daniel Schmitt recebeu a medalha do presidente Dirceu Leite. (Fotos: Divulgação/Epagri)