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Conheça o grupo que realiza cavalgada de Alfredo Wagner até Santuário de Madre Paulina

12 cavaleiros e quatro carros de apoio percorreram o trajeto entre Rio Engano e o Santuário da Madre Paulina.

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Conheça o grupo que realiza cavalgada de Alfredo Wagner até Santuário de Madre Paulina Grupo que realiza cavalgada até Santuário de Madre Paulina. Foto: Arquivo / Josilane de Souza

Um grupo formado por 12 cavaleiros e quatro veículos de apoio percorreu o trajeto entre Rio Engano, em Alfredo Wagner, e o Santuário da Madre Paulina, em Nova Trento. A peregrinação ocorreu de 9 a 12 de julho e reuniu participantes motivados pela fé e pelo gosto por andar a cavalo.

O grupo realizou a cavalgada pela primeira vez em 2025, com menos integrantes. Neste ano, a organização ampliou a estrutura e planejou os pontos de descanso, alimentação e pernoite ao longo do caminho.

O casal conhecido como Neguinho e Berenice coordena a iniciativa. Ambos já participavam de cavalgadas com propostas semelhantes e assumiram a logística dos mantimentos e das paradas.

Cavalgada exige planejamento para pessoas e animais

O percurso dura quatro dias, de quinta-feira a domingo. Por isso, os participantes precisam organizar alimentos, bebidas, água, medicamentos, roupas, cobertores e equipamentos para os cavalos.

Segundo a porta-voz do grupo e moradora de Ituporanga, Josilane de Souza, a equipe distribui água aos cavaleiros durante o trajeto. Além disso, os carros de apoio transportam ração, ferraduras e outros materiais. “A gente leva comida, bebida e bastante água. Também levamos remédios, porque alguém pode sentir alguma dor durante o percurso”, relata.

A organização também estabelece horários de saída, chegada e descanso. Ao meio-dia, o grupo interrompe a viagem para almoçar e permitir a recuperação dos animais. “Tem gente que acha que o animal anda o dia inteiro, mas não é assim. Existe horário para sair, chegar e fazer a parada do almoço”, explica Josilane.

Depois de cada trecho, os participantes retiram as encilhas e deixam os cavalos descansarem. Os animais também recebem água, ração e acesso ao pasto.

Veículos de apoio acompanham peregrinação

Durante a cavalgada, uma caminhonete ou um veículo com capacidade para transportar cavalos acompanha o grupo. Em 2025, os participantes também levaram um reboque.

O equipamento serve para situações em que algum animal não consiga continuar o percurso. Dessa forma, a equipe pode interromper a participação do cavalo sem comprometer o restante da viagem. “Sempre pensamos nas pessoas e nos animais. Levamos uma estrutura que possa atender caso aconteça algum problema”, afirma a porta-voz.

Neste ano, um bebê de nove meses também participou da viagem com a família. Conforme Josilane, os integrantes dividiram os cuidados durante as paradas.

Paradas passam por Leoberto Leal e comunidades rurais

Antes da viagem, os organizadores visitam ou telefonam para moradores das comunidades localizadas ao longo do trajeto. O objetivo é solicitar autorização para utilizar áreas com água, pastagem e espaço para preparar as refeições.

O grupo fez uma das primeiras paradas na região do Queimado. Depois, seguiu para Leoberto Leal e para a localidade conhecida como Diamante.

Em alguns trechos, os participantes utilizaram estufas de fumo durante o horário do almoço. Esses locais ofereceram abrigo e proximidade com áreas de pasto e fontes de água. “Todo ano, o Neguinho entra em contato com as pessoas. Elas cedem o espaço para o nosso descanso e para os animais”, conta Josilane.

A recepção também ocorre nas estradas rurais. Segundo a entrevistada, moradores aguardam a passagem dos cavaleiros nas portas das casas e cumprimentam o grupo.

Fé motiva cavalgada ao Santuário da Madre Paulina

A peregrinação reúne pedidos de bênçãos, agradecimentos e manifestações de fé. Ao mesmo tempo, os participantes compartilham refeições, acampamentos e momentos de convivência durante os quatro dias.

Alguns integrantes dormem em barracas, enquanto outros utilizam colchões nos locais de parada. As baixas temperaturas também exigem roupas e cobertores adequados. “É uma experiência que só indo para entender. A gente sai com fé de que tudo vai dar certo”, afirma a porta-voz do grupo, Josilane de Souza.

Após a chegada ao Santuário da Madre Paulina, os participantes encerram o percurso. A intenção dos organizadores é manter a cavalgada anual e ampliar a participação da comunidade nas próximas edições.

Ouça a reportagem de Berta Thiesen: 

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