Santa Catarina registrou chuvas acima da média histórica no mês de junho, com acumulados entre 40 e até 300 milímetros acima do esperado em diversas regiões. Os dados constam no Boletim Hidro-Meteorológico publicado pela Secretaria de Estado da Proteção e Defesa Civil.
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O hidrólogo da Defesa Civil estadual, Dieyson Pelinson, explica que os maiores volumes foram registrados especialmente nas áreas de divisa com o Rio Grande do Sul, como o Meio-Oeste, Oeste e Extremo-Oeste do estado. Segundo ele, junho costuma ser um mês de pouca chuva, o que tornou o resultado ainda mais expressivo.
Seca fraca ainda atinge mais de cem cidades
Apesar da melhora, 103 municípios catarinenses permanecem em condição de seca fraca, conforme o índice do Cemaden, que considera tanto a chuva quanto a saúde da vegetação. Em maio, o número era ainda maior devido à estiagem mais intensa.
Onze cidades seguem em estado de atenção quanto ao abastecimento público de água. Os motivos variam: desde o baixo nível de poços artesianos até a rápida oscilação de cursos d’água que não conseguem sustentar o fornecimento mesmo após chuvas.
Defesa Civil alerta e atua na prevenção
A Defesa Civil estadual segue com ações de apoio aos municípios, não apenas em resposta à estiagem, mas também com foco preventivo. O objetivo, segundo Dieyson Pelinson, é evitar o colapso no abastecimento durante períodos mais prolongados de seca.
Julho e agosto tendem a ser mais secos
A previsão para o próximo trimestre indica chuvas dentro da média, mas com volumes naturalmente mais baixos, já que julho e agosto são meses de inverno e menor precipitação. Por isso, a Defesa Civil mantém o estado em atenção para o risco de estiagem.
Nas próximas duas semanas, a tendência é de tempo seco em todas as regiões, o que pode resultar em chuvas abaixo da média também para julho.
Foto: Adaptado de CEMADEN/ANA.